A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 19 de Agosto de 2018


  • Ampla Visão
  • Ampla Visão

    com Manoel Afonso


10/08/2018 08:41

Convencer o eleitor - a difícil missão.

Manoel Afonso

INTERESSANTE Num país onde a classe política está desacreditada mesmo com 35 partidos regularizados as eleições prometem em nosso Estado um clima de acirramento por motivos diversos. Salvo mudanças de última hora teremos 357 candidatos à Assembleia Legislativa (quase 15 por cada vaga) e 137 postulantes à Câmara Federal  (mais de 17 por cada uma das 8 vagas).

CENÁRIO político em movimento até 15 de agosto (prazo final do registro das candidaturas) Sabe-se: o candidato Reinaldo Azambuja (PSDB) disporá de 4 minutos e 22 segundos no horário eleitoral no rádio e TV. Já Simone Tebet (MDB) terá 2 minutos e 38 segundos – contra 1 minuto e 23 segundos de Humberto Amaducci (PT); 1 minuto
de Odilon de Oliveira (PDT); 27 segundos para Marcelo Bluma (PV) e apenas 7 segundos para o candidato João Alfredo (PSOL).

COSTURAS Elas viabilizam a formação de chapas e candidaturas tentando melhorar o potencial em eleições de qualquer nível. Tanto é que o PSDB montou 1 chapas para a Câmara Federal e 3 para a Assembleia Legislativa, unindo-se ao DEM, PTB, PPS, PP,PSD, PROS,PSB, PMD, PSL, PMN, Solidariedade, Patriota, Avante.

PRONTA O MDB por sua vez conseguiu agregar nada menos que 7 agremiações partidárias em seu projeto eleitoral. São elas: PR, PTC, PRP, PSC, PHS, PRTB e PSDC. Até aqui estão definidas 27 candidatos a deputado estadual e 14 postulantes para deputado federal. Eventualmente poderemos ter desistências e substituição de nomes.

MUDANÇAS Ao contrário de antes, hoje também a escolha dos nomes dos dois suplentes ao senado passam por um processo de avaliação para definir ganhos reais nas candidaturas. Não é por acaso; o candidato Zeca do PT escolheu o ex-prefeito de Dourados Laerte Tetila (PT) para seu 1º suplente e a advogada da capital Giselle Marques (PT) para a 2ª. suplente.

OUTROS Candidato a reeleição, o senador Moka (MDB) buscou no interior, o ex- prefeito de Sonora Zelir A. Maggioni (MDB) para seu 1º suplente e a ex-vereadora da capital Maria Emília Sulzer para a 2ª. suplência. Já o senador Pedro Chaves (PRB) buscou o ex-vereador da capital Gilmar da Cruz (PRB) para seu 1º suplente e o vereador de São Gabriel do Oeste Angelo Magno P. Mendes (PRB) para 2º suplente.

DESTAQUE também para os nomes do empresário de Naviraí José Chagas (DEM) e a professora Terezinha Bazé ( DEM) de Três lagoas – respectivamente 1º e 2º suplente do candidato ao senado Nelson Trad (PTB). Já o candidato ao senado Marcelo Miglioli (PSDB) optou pelo pastor Antonio Dionísio (PSB) para 1º suplente e a vereadora de
Dourados Daniella Hall (PSD) para a 2ª. suplência.

LEMBRANDO Os casos de cassação de mandato, renúncia, licença e morte de senadores tem demonstrado a necessidade de escolher suplentes com o devido critério que o desempenho do cargo exige. Recentemente tivemos dois casos de suplentes com desempenho louvável: do ex-senador Ruben Figueiró (PSDB) e do atual senador Pedro Chaves (PRB). Figueiró era o 2º suplente da senadora Marisa Serrano (PSDB) que renunciou ao mandato para assumir vaga no Tribunal de Contas, tendo assumido o 1º suplente Antonio Russo (PSDB) que deixou o cargo por motivo de doença. Já Chaves, assumiu em decorrência da cassação do mandato do senador Delcídio do Amaral (PTC).

NOVIDADE A escolha do Procurador de Justiça Sergio Harfouche (PTC) como companheiro de chapa da emedebista Simone Tebet causou surpresa nos meios políticos. Inicialmente era do PSC e pré candidato ao Senado, depois ingressou no PTC e anunciou sua candidatura ao Governo no final do mês passado. Uma trajetória cheia de mudanças.

PERFIL Com 26 anos no MPE, Harfouche se notabilizou com suas campanhas e pregações envolvendo a educação. Pregou a moralidade, dizendo que o eleitor tinha acordado para o valor de seu voto, para acabar com essa onda inaceitável de corrupção, desvios, da discussão ‘se prende ou não prende’. Longe de ser o Messias, Harfouche construía a imagem diferenciada, com discurso forte entremeando religião e moral. Mas sua candidatura pode morrer no nascedouro pelo entendimento do STF que exige a exoneração do cargo de procurador para disputar eleições partidárias. E agora?

NO SAGUÃO da Assembleia Legislativa observadores questionaram a sinuosa trajetória de Harfouche, preterindo a candidatura diferenciada por uma outra aliada ao MDB, sigla estigmatizada pelo envolvimento de lideranças suas em denúncias de corrupção, desvios e prisões como dos casos dos ex-governadores Sergio Cabral (MDB-RJ) e Puccinelli (MDB-MS), esse último que articulou ou abençoou essa escolha. Como explicar isso ao eleitor que o próprio Harfouche classificou de ‘cansado’ nas entrevistas?

É O FIM O deputado federal Luiz H. Mandetta (DEM) antecipou o fim sua trajetória política, descontente com a aliança de seu partido com o PSDB. Nunca é demais lembrar que ele não conseguiu articular e impor sua candidatura a prefeito naquelas eleições municipais da capital vencidas por Alcides Bernal(PP). Seria um nome mais competitivo do que o ex-deputado Edson Giroto (PR). Mas faltou-lhe tutano para se impor ao ex- governador Puccinelli (MDB) – padrinho do candidato do PR derrotado. Agora, sem volta.

ZECA DO PT Prevalece nos círculos jurídicos o entendimento de que o parlamentar reverterá a decisão que o tornou ilegível. Falei com seu advogado Newley Amarilha que explicou: primeiro o deputado terá que fazer o registro de sua candidatura até o dia 15, esperar a publicação do edital para eventuais impugnações - certamente do Ministério Público. Aí sim o defensor buscará os remédios cabíveis. “Fora disso não se pode reiventar a roda” – lembrou Amarilha.

ISSO CONTA! Em apenas 9 meses de mandato, o deputado federal Fabio Trad (PSD) é o parlamentar de MS que mais apresentou projetos de lei protocolados. Foram 17 nas várias áreas de interesse; da questão tributária à defesa da mulher. Ainda: o deputado atingiu a menor média de gastos com verbas públicas dentre todos os nossos representantes, gastando mensalmente R$104.206,00 em média.

CONSTRANGIMENTO Foi o que senti no contato com parlamentares afinados com a liderança de Puccinelli. A deputado Maria Antonieta Amorim (MDB) continua abatida e sem rumo desde a prisão do seu irmão empresário João Amorim. Já o deputado Paulo Siuffi (MDB) foi sincero ao colunista quanto ao seu futuro político. Disse que se depender da vontade de seus familiares deixará a política para dedicar-se a sua bem sucedida carreira médica. Ele mesmo desabafa emocionado: “a morte de meu filho mudou minha vida.”

CANDIDATURAS já confirmadas pelo PDT à Câmara Federal: Wellington Ricardo de Jesús ( vereador em Três Lagoas), Dagoberto Nogueira Filho, Ritva Cecília Vieira, Hedyl Marcos Benzi Filho ( disputou a prefeitura de Anastácio em 2016), Maria Alves Meleiro candidata a vice prefeito em Anastácio em 2016), Odilon de Oliveira Jr e Tiago Henrique Vargas ( policial – ex-candidato a vereador na capital em 2016). Em relação aos pretendentes à Assembleia Legislativa não há ainda confirmação dos nomes.

MARUN Após atrair a ira da maioria da opinião pública com suas exposições ridículas na mídia e com sua postura fiel ao Governo Temer, conseguirá desempenhar o papel de defensor do MDB e do ex-governador Puccinelli nesta campanha? Missão difícil para o ministro Carlos Marun (MDB) da Secretaria de Governo - que já revelou a intenção de
deixar a política. Pela sua fidelidade será mesmo premiado com uma cadeira no TCU?

REALIDADE O setor privado abriga a maioria dos alunos de baixa renda. Mas os mais ricos estudam nas escolas públicas ao longo da educação básica e vão para o ensino superior público graças a melhor formação de base. Daí que o senador Pedro Chaves ( PRB) é autor de projeto criando o Fundo de Incentivo à Formação Superior para alunos de baixa renda e com nota superior a 400 no Enem. Chaves entende que o Prouni chegou ao limite. Seu projeto seria uma alternativa interessante.

A GRANA Nunca é demais lembrar o dinheiro que será dado aos partidos nestas eleições. Eis a lista dos 11 primeiros partidos felizardos: MDB – R$ 234.232.915,58; PT - R$ 212.244.045,58; PSDB - R$ 285.868.511,77; PP –R$131.026.927,86; PSB –R$ 118.783.048,51; PR – R$ 113.165.144,99; PSD – R$112.013.278,78; DEM – R$89.108.890,77; PRB – R$ 66.260.585,97; PTB – R$62.260.585,97; PDT – R$61.475.696,42.

DUAS SACANAGENS A primeira delas vem do TSE que resolveu dar uma mão aos políticos na hora de declarar seus bens. Agora será impossível saber a participação deles em empresas e em quais bancos tem investimentos. A segunda é do STF que ignora a crise e reajusta seus próprios salários – de Cr$ 33,8 mil para R$39,3 mil - ao custo anual R$3 bilhões aos cofres públicos. Fora casa, carro, motorista e outros penduricalhos. Assim é fácil passar temporada em hotéis de luxo em Lisboa ignorando a cotação do Euro. Não é?

“O mais estranho no Brasil é que ninguém estranha mais nada.” (Fraga)

Os desafios do candidato Jr. Mochi
E AGORA? Inegáveis o bom conceito e a simpática imagem do deputado estadual Jr. Mochi – no exercício do mandato, fora dele ou ainda por onde passou a...
André ajuda ou atrapalha Simone?
EMBORA as negociações políticas ainda estejam em curso nos bastidores, mesmo a distância não é difícil perceber que até aqui o grupo político ancorad...
Corrupção, alegra poucos, desgraça muitos
SEMÁFORO Será que nossos políticos sabem o significado de seus sinais? Fico observando as suas manobras e planos antes da campanha começar e vem à ca...
Nas pontes de Roma a lembrança de André
NA EUROPA Dos países por onde tenho passado algumas observações. Em Paris os supermercados vão implantando caixas sem funcionários graças ao uso do c...


imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions