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O ano acabou e um novo ano se inicia

Por Lia Rodrigues Alcaraz (*) | 04/12/2023 14:13

Então dezembro chegou, e com ele todo o clima festivo e melancólico que todo final de ano traz. O Natal muitas vezes é associado a memórias afetivas e nostálgicas, essas memórias podem ser pensadas como eventos bons e positivos, quanto com eventos ruins e lembranças tristes.

É quando vemos a luzes de Natal na cidade que percebemos que o ano de fato passou, estamos no fim, mas também próximo de um início. Fazer o balanço do ano, tudo que foi feito, tudo que foi pensado e planejado para 2023, os desejos, as expectativas, a dieta e a boa forma tão esperada, os planos de estudo ou aprimoramento, as viagens, enfim, rever tudo que foi feito e não feito em 2023 serve para refletir  e planejar os próximos passos de 2024. Toda essa experiencia pode ser melancólica ou satisfatória, dependendo das execuções dos desejos e do que o ano em si proporcionou, mas esse balanço geral se faz necessário para conseguir seguir novos planos e refazer combinados consigo.

Por um lado, o fim de ano pode gerar uma sensação de realização e gratidão. Aqueles que alcançaram seus objetivos podem experimentar uma sensação de dever cumprido, reforçando sua autoestima e motivação para enfrentar os desafios futuros. As celebrações típicas desta época, como as festas de Natal e Ano Novo, proporcionam momentos de alegria e união, fortalecendo os laços familiares e sociais. No entanto, para muitas pessoas, o fim de ano pode ser acompanhado por uma carga emocional mais desafiadora. A pressão social para atingir metas específicas, o confronto com as expectativas não realizadas e a nostalgia das mudanças vividas durante o ano podem gerar ansiedade e tristeza. Além disso, a comparação com as conquistas alheias, especialmente nas redes sociais, pode contribuir para sentimentos de inadequação e frustração.

A transição para um novo ano também pode despertar a ansiedade em relação ao futuro. O desconhecido pode ser assustador, e a incerteza sobre o que está por vir pode gerar estresse e preocupação. As resoluções de ano novo, embora motivadoras inicialmente, muitas vezes se transformam em fonte de pressão adicional, especialmente se não forem alcançadas. É importante reconhecer essas emoções e compreender que o fim de ano é apenas um marco temporal. Cada pessoa enfrenta desafios únicos e progride em seu próprio ritmo. A busca por equilíbrio emocional e autoaceitação é fundamental nesse processo. A prática da gratidão, a reflexão sobre as lições aprendidas e a definição de metas realistas podem ser estratégias úteis para enfrentar as implicações psicológicas do fim de ano.

Além disso, buscar apoio emocional, seja por meio de amigos, familiares ou profissionais de saúde mental, pode oferecer suporte durante esse período. Reconhecer que é normal sentir uma gama de emoções no fim de ano e que a jornada emocional é única para cada indivíduo é essencial para promover a saúde mental e bem-estar.

O fim do ano é um período que frequentemente evoca uma gama complexa de emoções e reflexões na parte psicológica das pessoas. Este momento simboliza o encerramento de um ciclo temporal, o que naturalmente nos leva a avaliar o que foi conquistado, as experiências vividas e as metas alcançadas. Pensar que essa reflexão pode desencadear uma série de sentimentos, influenciando significativamente o estado psicológico das pessoas, é comum que muitas pessoas não suportem essa pressão e crises de ansiedade, pânico e sentimentos depressivos se mostrem mais aparentes. Nunca é tarde para buscar um profissional para cuidar e tratar de todos esses sentimentos.

E o janeiro Branco, como é chamado, pode tranquilamente se iniciar em dezembro.

(*) Lia Rodrigues Alcaraz é psicóloga formada pela UCDB (2011), especialista em orientação analítica (2015) e neuropsicóloga em formação (2024). Trabalha como psicóloga clínica na Cassems e em consultório.

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