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Covid: Bancários não podem parar e reivindicam prioridade na vacinação

Mesmo com alto índice de contágio, agências bancárias continuam abertas durante o lockdown.

Por Post patrocinado | 14/06/2021 07:00
Bancários solicitam vacinação já contra a Covid-19(Foto: divulgação)
Bancários solicitam vacinação já contra a Covid-19(Foto: divulgação)

Considerado um serviço essencial, os bancos permanecem abertos no lockdown que começou em Campo Grande e em outros 42 municípios de Mato Grosso do Sul nesse domingo, dia 13 de junho.

O alto índice de contágio entre bancários nas últimas semanas demonstra que a característica física do ambiente de trabalho, que são agências fechadas e sem circulação de ar, aliada a grande circulação de pessoas, propicia a maior concentração do vírus e o evidente contágio dos trabalhadores em instituições financeiras.

Mesmo com a pandemia, agências continuam lotadas (foto: divulgação)
Mesmo com a pandemia, agências continuam lotadas (foto: divulgação)

No final de maio, um surto de Covid-19 foi registrado na agência da Caixa na Avenida Bandeirantes, na Capital. Dos 21 empregados da unidade, seis testaram positivo para o coronavírus na mesma semana. Além disso, também estavam contaminados um segurança e uma faxineira.

“Desde o início da pandemia, somos essenciais, mas não somos prioritários para receber a vacina contra a Covid-19. Defendemos que toda a população brasileira seja imunizada o mais rápido possível, mas diante da lentidão da vacinação, queremos que a categoria bancária, que desde o início da pandemia está na linha de frente atendendo à população e correndo alto risco de contaminação pelo coronavírus, seja incluída na prioridade do plano nacional”, destaca a presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, Neide Rodrigues.

Mesmo com a pandemia, agências continuam lotadas (foto: divulgação)
Mesmo com a pandemia, agências continuam lotadas (foto: divulgação)

Na base do Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região, são apenas 800 bancários entre 18 e 40 anos. “Nosso quantitativo é pequeno para receber a vacina, mas o nosso risco é imenso. Todos os dias, os bancários atendem centenas de pessoas e estão expostos ao vírus. A vacinação é um direito desses trabalhadores que executam um trabalho essencial”, comenta a presidente do sindicato.

Em Mato Grosso do Sul, apenas as cidades de Iguatemi e de Antônio João imunizaram a categoria bancária. O sindicato já solicitou a inclusão dos bancários como grupo prioritário na vacinação contra Covid-19 para as Secretarias de Saúde do Estado e dos municípios da sua base, que engloba Campo Grande e outros 27 municípios.

Sindicato reivindica vacina às Secretarias de Saúde (foto: divulgação)
Sindicato reivindica vacina às Secretarias de Saúde (foto: divulgação)

A atividade bancária é considerada essencial através do Decreto n° 10.282 de 20 de março de 2020. Mas, apesar de executar esse trabalho tão essencial para a população e o funcionamento econômico do Brasil, os bancários ficaram de fora da lista dos grupos prioritários do PNI (Plano Nacional de Imunização) contra a Covid-19.

“Muitas categorias foram incluídas na lista do PNI e os bancários, que reconhecidamente desenvolvem atividade essencial, devem ter também essa prioridade”, ressalta Neide Rodrigues.

São os bancários, por exemplo, que estão na linha de frente da Caixa Econômica Federal e atendem milhares de pessoas em busca do auxílio emergencial ou de outros importantes benefícios sociais, como FGTS, PIS, Bolsa Família, Seguro Desemprego, entre outros.

Comando Nacional solicita prioridade da vacinação ao Min. da Saúde (foto: divulgação)
Comando Nacional solicita prioridade da vacinação ao Min. da Saúde (foto: divulgação)

Na última sexta-feira, dia 11, o Comando Nacional dos Bancários (que representa a categoria em todo país) entregou ofício ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, com a solicitação de inclusão da categoria bancária no PNI contra a Covid-19 e também apresentou as informações e dados complementares que mostram tal necessidade.

A média de desligamentos por morte na categoria bancária saltou de 18,3 óbitos/mês no primeiro trimestre de 2020 para 50,6 óbitos/mês no primeiro trimestre de 2021, crescimento de 176,4%. Os dados são de levantamento feito pelo Dieese a partir do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que não especifica as causas das mortes. Mesmo assim, é possível deduzir que esse aumento está relacionado com os óbitos de bancários por Covid-19.

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