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Revolução silenciosa: jovens preparados pelo Sesi para o futuro

Educação inovadora coloca jovens de Ribas à frente no mundo do trabalho

Post Patrocinado | 27/04/2026 07:45
Revolução silenciosa: jovens preparados pelo Sesi para o futuro
(Foto: Divulgação)

Uma revolução silenciosa está acontecendo em Ribas do Rio Pardo. Enquanto a maior fábrica de celulose do mundo redefine a posição da cidade no mapa da economia, uma transformação igualmente poderosa ocorre todos os dias na sala de aula da Escola Sesi: jovens aprendendo a aprender, planejando o futuro e se preparando, desde cedo, para ocupar seu espaço no mundo do trabalho.

Inaugurada em 2025, a Escola Sesi de Ribas do Rio Pardo atende atualmente 270 alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental, muitos deles filhos de trabalhadores da indústria local — cerca de 50% do total. Esse vínculo direto com o setor produtivo ajuda a explicar um dado que chama atenção dentro da Rede Sesi de Educação: Ribas do Rio Pardo lidera os indicadores de engajamento em microcertificações.

Somente no primeiro bimestre de 2026, os alunos do 9º ano do ensino fundamental da unidade concluíram 253 microcertificações, com 8,72 certificações por estudante — a maior média de toda a rede, onde cada aluno conclui cerca de 3 certificações.

Considerando todas as oito escolas do Sesi em Mato Grosso do Sul, alunos do ensino fundamental e médio já concluíram neste ano mais de 3,4 mil microcertificações. Esse número supera o total de certificados emitidos durante todo o ano passado na rede Sesi (3,1 mil). Os dados indicam o sucesso da iniciativa e revelam jovens conscientes de que o futuro do trabalho já começou.

Revolução silenciosa: jovens preparados pelo Sesi para o futuro
(Foto: Divulgação)

Microcertificação: aperfeiçoando competências

Para entender melhor o fenômeno, é preciso conhecer o conceito por trás dos números. As respostas estão na microcertificação enquanto ferramenta de aperfeiçoamento de competências e na união de esforços entre setor produtivo e instituições de ensino para mudar o paradigma educacional em Mato Grosso do Sul.

As microcertificações funcionam como cursos de curta duração, focados em habilidades técnicas e comportamentais diretamente conectadas às demandas do mercado. Educação financeira, liderança, gestão de projetos, comunicação não-verbal, bem-estar emocional e trabalho em equipe estão entre os temas mais procurados pelos alunos da Escola Sesi. Todo o conteúdo e a plataforma são desenvolvidos pelo Sesi, e os certificados são emitidos em parceria com o Comitê Empresa-Escola (Cempe).

Na prática, as microcertificações se tornaram um instrumento de planejamento de carreira. Inseridas na disciplina de Projeto de Vida, elas contam com o acompanhamento dos professores, que ajudam os alunos a fazer escolhas coerentes com seus interesses pessoais, suas habilidades e as oportunidades que surgem nas comunidades onde vivem.

A gerente de educação e cultura do Sesi, Paula Nudimila, resume o impacto dessa estratégia para os alunos da Escola Sesi de Ribas do Rio Pardo.

“Esses alunos entenderam a importância de se preparar para um mercado de trabalho em franca expansão, movimentado pelo investimento da indústria. Muitos deles vêm de famílias ligadas à indústria e sabem que desenvolver habilidades comportamentais e fazer mentoria de carreira pode colocá-los à frente da concorrência no futuro”.

A percepção dos estudantes confirma essa leitura. Nos depoimentos coletados, palavras como praticidade, facilidade, aprendizado e futuro aparecem de forma recorrente. Para eles, as microcertificações não são apenas conteúdos extras: são ferramentas reais de orientação profissional e autoconhecimento.

"Nos ajuda a entender sobre nós mesmos, mercado de trabalho e futuro. As aulas são bem explicativas, não são muito longas" – destaca uma aluna.

O superintendente regional do Sesi, Régis Borges, enumera os benefícios da microcertificação no processo de orientação profissional dos estudantes.

“Por ser um modelo flexível e personalizado, o aluno escolhe as microcertificações mais alinhadas aos seus interesses e às demandas do mercado. O reconhecimento é progressivo, ou seja, a validação das competências em etapas gera maior engajamento e reduz a evasão. A microcertificação permite ainda que o aluno se adapte mais rapidamente às mudanças tecnológicas de um mundo em constante transformação e evolução”.

Revolução silenciosa: jovens preparados pelo Sesi para o futuro
(Foto: Divulgação)

Sesi, Fiems e a ponte com o mundo do trabalho

A atuação da Escola Sesi não acontece de forma isolada. Ela é parte de uma estratégia mais ampla conduzida pelo Sistema Fiems, que atua em Ribas do Rio Pardo tanto na educação básica, com o Sesi, quanto na formação profissional, por meio do Senai. A construção do Centro Integrado Sesi Senai (CISS), em fase final, deve ampliar significativamente a capacidade de atendimento e reforçar o vínculo entre educação, indústria e comunidade.

Esse ecossistema ganha ainda mais força com o Comitê Empresa-Escola (Cempe), criado em 2023. Com mais de 40 membros — entre representantes da indústria, instituições de ensino e setor público — o comitê funciona como uma instância permanente de diálogo entre quem forma e quem contrata.

“O Cempe não discute apenas currículos, mas como integrar de verdade educação e trabalho”, destaca o presidente da Fiems e do Cempe, Sergio Longen. “A educação é a ferramenta mais poderosa para transformar realidades. Por isso, reunimos diferentes setores para construir respostas concretas aos desafios do presente e do futuro. Por isso, temos plena convicção de que discutir e construir caminhos para a educação, em sintonia com as demandas do setor produtivo, é uma missão estratégica que exige a união de esforços entre diversos setores da nossa sociedade.”

Entre os projetos do comitê estão, além das microcertificações, programas de mentoria de carreira, ajustes curriculares e o desenvolvimento de novas trilhas formativas alinhadas às demandas industriais — um movimento que começa na escola e se estende por toda a trajetória educacional.

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(Foto: Divulgação)

Ribas do Rio Pardo: antes e depois da indústria

O município de 25 mil habitantes experimenta uma evolução profunda com a implantação da fábrica da Suzano, um projeto de aproximadamente R$ 22 bilhões que reposicionou Ribas do Rio Pardo no mapa econômico nacional e internacional. Em poucos anos, a cidade saltou de uma economia predominantemente local para se tornar o segundo maior polo exportador de Mato Grosso do Sul, com mais de US$ 1,25 bilhão em vendas externas.

A indústria hoje responde por quase metade dos empregos formais e injeta cerca de R$ 390 milhões anuais em salários na economia local — valor superior ao orçamento da própria prefeitura.

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(Foto: Divulgação)