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Corredor Azul

Ano Novo: É tempo de inspirar e mobilizar pela natureza

Por Aline Lira | 29/12/2020 10:45
Por do Sol nas margens do rio Paraná (Foto: José Sabino)
Por do Sol nas margens do rio Paraná (Foto: José Sabino)

E de repente o calendário chega ao fim. O Ano Novo se anuncia e traz consigo a necessidade de faxinar toda a casa para dar boas-vindas a 2021. Temos que pensar em recomeço em nossas vidas e no que tange à natureza.

O ano de 2020 foi difícil para o Pantanal, a maior área úmida do mundo que está aqui em nosso Estado, quase nosso quintal. Precisamos olhar para esse rico e belo bioma, nos inspirarmos e mobilizarmos para que este cenário catastrófico não se repita.

Devemos deixar em nós apenas o que é essencial, tal como o sentimento de solidariedade. Ela que nos sugere doações de roupas, brinquedos, alimentos e até mesmo pequenas quantias que possam fomentar as correntes do bem. Gestos simples, mas, que traduzem o anseio coletivo por um mundo melhor como preconiza o mês de dezembro.

Como é o caso da Iniciativa Impulsa Pantanal. Ação de caráter ambiental, criada pela Mupan -Mulheres em ação no Pantanal e a Wetlands International Brasil com o propósito de resgatar o bioma pantaneiro das cinzas deixadas pelos incêndios de 2020.

Para isso a Impulsa Pantanal busca arrecadar fundos a fim de iniciar um ambicioso plano: o de equipar as brigadas indígenas no Território Kadiwéu, a fim de, inclusive, se antecipar aos desafios ambientais de 2021. Além, é claro, de valorizar a etnia que junto ao PrevFogo/Ibama e o Corpo de Bombeiros foi uma das protagonistas no combate ao fogo que atingiu toda a sociobiodiversidade do bioma.

Sabe-se que mais de 4 milhões de hectares foram reduzidos às cinzas, o que equivale a um território maior que a Holanda. Dados alarmantes que deixam em evidência o quão importante é colaborar com ações como a Impulsa Pantanal, por considerar a atuação do povo Kadiwéu que tem a missão a de salvaguardar 538 mil hectares do Pantanal situadas em seu território.

E que campanhas assim, voltadas às comunidades tradicionais, não só valorizam a ligação entre homem e natureza como nos apontam valores que, talvez, estejam perdidos no vai e vem das cidades: a conexão que devemos ter com a Terra. Não somente aquela que pisamos, mas, a que garante toda a biodiversidade da qual somos dependentes.

Do solo que gera os alimentos da ceia até a matéria-prima presente nas roupas do Réveillon. Tudo começa na Terra que, embora, seja um entre incontáveis da Via Láctea, ainda, é o único lugar no Cosmo que, verdadeiramente, conhecemos por lar. Como bem nos lembra a icônica foto “Nascer da Terra”, de 1968, tirada pelos astronautas da Apollo 8 que influenciou o movimento ambientalista, por mostrá-la pela primeira vez em seu todo - linda, isolada e frágil.

Obra que indica a nossa pequenez e a preciosidade do nosso planeta. Tal como o trabalho do povo Kadiwéu que nos faz repensar na relação que estamos a manter com o meio ambiente.

E se chegamos ao ponto no calendário em que a mudança é um desejo coletivo. Porque não começamos a fazer a nossa parte ainda neste restinho de ano, dando apoio a ações que mereçam como é o caso da Impulsa Pantanal. Além de colocar nas resoluções de 2021 o cuidado com o espaço que ocupamos?

Para contribuir para essa iniciativa basta doar pelo site (www.impulsapantanal.org), com transferência via Pix (67999035626) ou na conta corrente 472-3, agência 5807-6, Banco do Brasil – 001. Em nome da Mupan – Mulheres em Ação no Pantanal.

Por Wetlands International Brasil

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