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JANEIRO, DOMINGO  25    CAMPO GRANDE 32º

Direto das Ruas

Canteiros de avenidas entram na lista de pedidos de quem faz bico cortando grama

Empresário contratou profissional para limpar mato alto no Jardim Futurista

Por Fernanda Palheta | 25/01/2026 12:36


RESUMO

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Em Campo Grande, moradores e comerciantes contratam serviços particulares para manutenção de canteiros públicos. Daniel Pedroso da Rosa, que trabalha com corte de grama há quatro anos, relata aumento na demanda para limpeza de áreas públicas, incluindo canteiros das avenidas Calógeras e Mato Grosso.Um empresário local, que prefere não se identificar, paga cerca de R$ 300 duas vezes ao ano para manter limpo o canteiro em frente ao seu estabelecimento na Avenida Panamericana. Ele justifica a decisão pela necessidade de manter a visibilidade do comércio, prática que também é adotada por outros comerciantes da região.

Há quatro anos, Daniel Pedroso da Rosa, de 51 anos, começou a cortar grama aos fins de semana, como um bico para complementar a renda. De lá para cá, ele viu aumentar os pedidos de moradores de várias regiões de Campo Grande para acabar com o mato alto dos canteiros da Capital.

Ele afirma que os contratos para limpeza de áreas particulares ainda são maioria, mas sempre tem canteiros como as Avenidas Calógeras e Mato Grosso em seus serviços. O último serviço foi na Avenida Panamericana, no Bairro Jardim Futurista, região norte de Campo Grande, na manhã deste domingo (25).

É a segunda vez que ele corta a grama do canteiro. Apesar de aumentar a renda, Daniel acredita que o serviço não deveria ser feito por ele. "Não é certo. Já pagamos impostos. Ainda pagar para limpar canteiro eu acho um absurdo", disse.

O serviço de hoje foi contratado por um empresário que não quis se identificar. Ele afirma que cansou de a grama crescer e o mato alto tomar conta do canteiro. Segundo ele, a situação atrapalha o comércio. "Com o mato alto, quem está passando de carro não vê a fachada, faço manutenção para dar visibilidade", conta.

Para garantir a limpeza, ele contrata um profissional pelo menos duas vezes ao ano, e cada serviço custa cerca de R$ 300,00. A rotina começou há cerca de três anos, quando notou que o problema começou a se agravar.

O empresário ainda aponta que não é o único. Na região do Jardim Futurista, o dono de um supermercado também adotou a estratégia para garantir a limpeza do comércio.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura sobre o andamento dos serviços de limpeza na Capital. O espaço segue aberto.

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