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Campo Grande, Terça-feira, 14 de Agosto de 2018

26/03/2018 14:07

Problema sem fim: leitores relatam espera de até 7h em posto de saúde

Taynara Menezes e Geisy Garnes
Pacientes aguardando atendimento em Upa Universitário (Foto: Direto das ruas)Pacientes aguardando atendimento em Upa Universitário (Foto: Direto das ruas)

A falta de médicos e a demora no atendimento nas redes de saúde pública continuam sendo motivos frequentes de reclamações de pacientes. Os relatos são de esperas que chegam a 7 horas por atendimento.

Silmara Guimarães Ferreira, 26 anos, que acompanhou sua mãe de 65 anos ao UPA do bairro Universitário na tarde de sábado (24), relata que o atendimento estava por etapas. Eram atendidos cinco pacientes e depois de aproximadamente duas horas chamavam outra remessa, Silmara chegou ao local às 17h30 e foi ser atendida às 22h.

“Foram quase 7 horas de espera para que minha mãe fosse atendida, isso porque ela estava na linha amarela, fomos informados que havia quatro médicos e não era isto que estava acontecendo, após um bom tempo apareceu um médico, e os outros onde estavam?” questiona.

Segundo Silmara, cerca de 100 pessoas aguardavam atendimento quando ela chegou, e havia pacientes desde às 15h esperando na unidade. “Isso é um descaso, pagamos tanto imposto pra isso, se a unidade não tem a capacidade para atender a demanda, ao menos tem que ser informado as autoridades para tomar providência falta administração” pontua.

Gabriel de Carvalho Lima, 24 anos, passou pela mesma situação na UBS (Unidade Básica de Saúde) do bairro Coophavilla, acompanhando a mãe também, o rapaz conta que chegou ao local às 13h e só foi receber o atendimento às 20h. 

"Tinham 4 médicos e não chamaram nenhum paciente, esperaram a troca de plantão no fim da tarde para começar a chamar. Fora os maus tratos a um idoso que estava sozinho, que reclamou de dores e a médica disse que se não estava contente buscasse a assistente social" queixa. 

De acordo com Marcelo Vilela (Secretário de Saúde do Município), a escala de plantão nas unidades é feita com cerca de 700 médicos, mas ocorre de algum faltar por motivos pessoais, e não é possível fazer a reposição. "Tudo é feito para dar certo, mas nem sempre acontece".

Marcelo conta que ainda vai possibilitar uma maior transparência no atendimento. "Os nomes de todas as equipes de plantão serão divulgados diariamente, também nas redes sociais e será feita a instalação de ponto eletrônico" garante. 

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