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Direto das Ruas

Sem oxigênio pelo SUS, família aluga aparelho para levar idosa para casa

Aguardando liberação de equipamento, filha de paciente teme perder sessão de quimioterapia

Por Maurício Aguiar | 18/08/2026 14:46
Sem oxigênio pelo SUS, família aluga aparelho para levar idosa para casa
Cilindro de oxigênio utilizado na oxigenoterapia domiciliar (Foto: Reprodução/Defensoria Pública)

Pacientes que necessitam de oxigenoterapia domiciliar enfrentam dificuldades para solicitar o serviço na Capital por meio do sistema público de saúde. A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou que a abertura de novos processos está sendo regularizada para a retomada dos atendimentos de novos pacientes.

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Pacientes que precisam de oxigenoterapia domiciliar enfrentam dificuldades no sistema público de saúde de Campo Grande. A Sesau informou que novos cadastros estão em regularização, enquanto 192 pacientes já são atendidos. Uma família relatou ter arcado com o aluguel de um concentrador de oxigênio por R$ 480 mensais após a alta hospitalar, sem conseguir suporte do SUS para o equipamento necessário ao transporte em sessões de quimioterapia.

A mãe da empresária Rita de Cássia Machado, Vanda Modro dos Santos, de 64 anos, que trata um câncer de mama metastático, enfrentou problemas para obter o oxigênio domiciliar após a alta médica do Hospital de Câncer de Campo Grande. Na ocasião, a família foi informada de que a solicitação de novos atendimentos estava suspensa e sem prazo para liberação.

Apesar da alta, a falta do equipamento pelo SUS criou um impasse. Para evitar o risco de infecção hospitalar, a família decidiu arcar do próprio bolso com o aluguel de um concentrador elétrico de oxigênio.

“Se ela permanecesse no hospital, estaria ali só por causa do oxigênio. Isso oferecia o risco de ela pegar outras infecções, sendo que está saudável em outros aspectos. Entre deixá-la no hospital e correr esse risco, optei por alugar o aparelho, mesmo sem ter condições, para que ela ficasse segura em casa”, relata Rita.

O aluguel do concentrador fixo custa R$ 480 mensais. Contudo, Rita ressalta que não tem como arcar com mais R$ 480 para alugar também a bala de transporte (cilindro portátil), necessária para levar a mãe às sessões de quimioterapia.

Em nota ao Campo Grande News, a Sesau informou que o contrato com a empresa responsável permanece vigente e atende 192 pacientes, com a abertura de novos cadastros em processo de regularização. Para os pacientes já atendidos, não houve interrupção do serviço.

Já o Hospital de Câncer de Campo Grande informou que prestou todo o atendimento necessário, ofereceu a opção de manutenção da internação até a regularização do oxigênio e alegou ter conseguido o empréstimo de um equipamento para a paciente.

Rita, no entanto, afirma que o hospital não forneceu aparelho para a residência, explicando que os equipamentos do setor estavam ocupados ou em manutenção e que o hospital disponibilizou oxigênio apenas durante o trajeto da ambulância até a sua casa.

Com a sessão de quimioterapia agendada para esta quarta-feira (19), a família busca alternativas para garantir o transporte adequado e evitar que a mãe perca o atendimento. “Não vai faltar, porque eu vou ter que dar um jeito. Eu não vou deixar a minha mãe sem a quimioterapia”, desabafa.

Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.