Teto da Maternidade Cândido Mariano vira chafariz e inunda recepção
Momento foi de correria para retirar documentos, telefones e computadores da área atingida pela chuva
RESUMO
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A chuva desta quinta-feira (30) causou transtornos na Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande, onde o teto da recepção de convênios cedeu à água, transformando o local em um chafariz. Funcionários correram para salvar documentos e equipamentos. A assessoria informou que a área foi interditada e os atendimentos redirecionados para outra entrada.
O teto da Maternidade Cândido Mariano se transformou em um verdadeiro chafariz na manhã desta quinta-feira (30). A água da chuva invadiu uma das recepções da unidade enquanto pacientes aguardavam atendimento.
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Vídeo enviado ao Campo Grande News mostra a correria de funcionários para retirar documentos, prontuários, telefones e computadores da área atingida pelas goteiras. O problema ocorreu na recepção destinada aos atendimentos de convênios.
Segundo relato de uma funcionária, que preferiu não se identificar, a água começou a escorrer pelas luminárias. Em seguida, surgiram bolhas no forro, que acabou provocando aumento no volume de água dentro da recepção.
A assessoria da maternidade informou que a área foi interditada e que o atendimento passou a ser realizado por outra entrada da unidade.
O diretor-executivo da maternidade, Rodrigo Lucchesi, explicou que a unidade passou por reforma no ano passado, com custo de R$ 200 mil para trocar o telhado. A situação aconteceu devido a uma calha entupida.
"Na hora da chuva começou a empoçar água ali no cartonado, no gesso. Nós subimos e tinha uma calha entupida, com quatro, cinco folhas. Desentupimos a calha, mas já era tarde demais, porque o volume de água foi muito alto", explicou.
Ainda de acordo com ele, o prejuízo foi de um computador queimado e os danos do forro. “Já falei com o pessoal da manutenção, eles vão fazer mais uma saída de água da calha. Já ligamos para o calheiro para fazer duas ou três, porque pode vir outra enxurrada dessa. Então vamos fazer mais saídas de água para aliviar o telhado", disse.
Dados - Campo Grande registrou 75,2 milímetros desde a madrugada desta quinta-feira (30), ultrapassando a média prevista para julho e agosto.
A chegada da frente fria com o temporal desde as 4h fez o dia virar noite na Capital. Segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul), para julho, o esperado de precipitação era de 35,7 mm e em agosto de 45,5 mm. Os dados foram calculados até às 8h10.
A chuva também chegou ao interior. Em Anaurilândia foram 34,4 milímetros; Bataguassu, com 33,8 mm; Angélica, com 22,8 mm; Nova Alvorada do Sul, com 22,6 mm; Naviraí, com 20,0 mm; Água Clara, com 12,2 mm; e em Itaquiraí, choveu 12,0 mm. Em relação às rajadas de vento observadas, Anaurilândia e Campo Grande registraram as maiores velocidades, ambas com 64,4 km/h.
Na sequência aparecem Paranaíba, com rajadas de 64,1 km/h, e Bataguassu, com 63,0 km/h. Conforme aviso do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a previsão é de que os ventos cheguem a 60 km/h.
A temperatura mínima prevista em Campo Grande é de 19°C. Foram registrados pontos de alagamento em diferentes regiões da cidade, quedas de árvores e transbordamento de córregos, afetando o trânsito e a rotina da população. Outro reflexo do temporal foi a interrupção no fornecimento de energia elétrica em pelo menos sete bairros da Capital. As regiões mais afetadas são Parati, Lageado, Centenário, Vila Piratininga, Rita Vieira, Los Angeles e Sílvia Regina.
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Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.

