Trecho de 1,3 km sem luz em avenida do Aero Rancho muda rotina de moradores
Vice-presidente do bairro relata que as pessoas não podem mais sair depois das 18h devido à insegurança

A falta de iluminação na Avenida Vereador Thirsson de Almeida, há cerca de um mês, tem tirado a paz da vice-presidente do Bairro Aero Rancho, na região sul de Campo Grande. O trecho sem luz tem aproximadamente 1,3 quilômetro, entre a Avenida Campestre e a Rua Raquel de Queiroz. O problema é considerado crítico e, segundo moradores, gera cobranças diárias à liderança comunitária pela normalização do serviço.
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A falta de iluminação na Avenida Vereador Thirsson de Almeida, em Campo Grande, tem causado transtornos aos moradores do Bairro Aero Rancho há cerca de um mês. O trecho afetado de 1,3 quilômetro deixou a região em completa escuridão, gerando insegurança e mudanças na rotina dos habitantes. A situação levou moradores a instalarem refletores particulares, aumentando o consumo de energia. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos informou que o problema foi causado por furto de cabos e que providenciará a substituição do material.
Esse caso foi sugerido por uma leitora que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.
A aposentada Aparecida Jovino, de 68 anos, contou que a avenida está sem iluminação pública desde o início de dezembro. “É tão escuro que você não vê nem vagalume”, relatou. Segundo ela, a situação obrigou os moradores a mudarem completamente a rotina. “Depois das 18h ninguém consegue sair de casa. Nem para ir ao mercado comprar pão dá, por causa do medo da escuridão”, disse.
De acordo com Aparecida, a insegurança é constante. “A casa da minha vizinha já foi assaltada. É perigoso. Se você sai nessa escuridão, corre o risco de ser esfaqueado, levar um tiro ou alguém invadir sua casa”, afirmou. Ela também relatou que, no mês passado, precisou socorrer uma moradora da rua e utilizou a lanterna do celular, já que não havia iluminação na via.
Diante do problema, Aparecida e outro morador instalaram refletores nas residências para ajudar quem passa pelo local e tentar inibir furtos. No entanto, a medida acabou gerando outro impacto. “O que era para ajudar acabou encarecendo a conta de energia”, explicou.
A vice-presidente do bairro também desabafou sobre a pressão que tem sofrido. “A gente é colocado numa cruz porque não consegue resolver os problemas do bairro, mas não recebe nada por isso. Já gastei muito dinheiro indo até a Sisep [Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos] de aplicativo para entregar pedidos que não são atendidos. Eu não tenho mais paz”, finalizou.
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