Vizinhos denunciam "casa de gatos" em calçada no Lar do Trabalhador
Estrutura ocupa todo o espaço para pedestres e animais estariam invadindo outras residências do local

Moradores do Bairro Lar do Trabalhador denunciam que uma estrutura improvisada para abrigar gatos tem ocupado toda a calçada de uma casa na Rua Camilo Meres, o que impede a passagem de pedestres há pelo menos três meses. Segundo relatos, moradores já fizeram diversas reclamações à prefeitura, mas a prefeitura ainda não tomou providências até o momento.
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Moradores do Bairro Lar do Trabalhador denunciam que uma estrutura improvisada para abrigar gatos ocupa toda a calçada de uma casa na Rua Camilo Meres há três meses. A situação prejudica pedestres, especialmente idosos. Apesar de ao menos três denúncias à prefeitura, nenhuma providência foi tomada. A dona do imóvel não aceitou negociar com os vizinhos.
O servidor público aposentado Giuliano Theodoro, de 51 anos, afirma que a situação tem causado transtornos para moradores da região, principalmente idosos e pessoas com dificuldade de locomoção.
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“Ela montou a casa de gato, coloca um monte de comida, junta gato da vizinhança toda, faz habitação ali, de noite fica uma barulheira, os gatos já estão invadindo as casas vizinhas, come resto de comida, passa mal, faz necessidade na casa dos outros”, relata.
Além da obstrução da calçada, moradores reclamam da sujeira e do aumento da circulação de gatos pelas casas vizinhas. Giuliano conta que a mãe dele, de 86 anos, enfrenta dificuldades para passar pelo local e já teve a máquina de lavar com resíduos de vômito de gato, mas sem ter animais de estimação.
“Minha mãe tem 86 anos, se locomove com bengala, imagina descer e subir meio fio, ir no meio da rua, para atravessar, pra ter que desviar do obstáculo lá", afirma.
Segundo os moradores, ao menos três denúncias já foram feitas aos órgãos da prefeitura. Giuliano relata ainda que uma viatura da Guarda Civil Metropolitana esteve no local recentemente, mas a estrutura continua ocupando a calçada. Ele também aponta que as ruas do bairro são bem estreitas, podendo passar apenas um carro por vez, o que piora ainda mais a situação, já que os pedestres também têm que utilizar a rua, porque a calçada está obstruída.
Conforme Giuliano, moradores tentaram conversar com a dona da residência, mas não houve acordo. “Já tentaram conversar com a senhora, mas está irredutível”, diz.
A reportagem tentou contato com a dona da residência e a prefeitura, mas até a publicação desta matéria não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.
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