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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Outubro de 2019

08/03/2019 19:54

"Estudo está traçado", diz Marun sobre obra de ponte entre MS e Paraguai

Em reunião nesta sexta-feira (08) em Itaipu Binacional o ex-ministro ressaltou que a obra é uma das prioridades da companhia

Adriano Fernandes
Ex-ministro na Itaipu Binacional. (Foto: Divulgação) Ex-ministro na Itaipu Binacional. (Foto: Divulgação)

Após reunião nesta sexta-feira (08) em Itaipu, PY, o ex-ministro e conselheiro da Itaipu Binacional, Carlos Marun (MDB-MS) ressaltou que já existe um estudo traçado para o início da construção da ponte da Rota Bioceânica que ligará Porto Murtinho – a 431 km de Campo Grande – a Carmelo Peralta, no Paraguai.

Estimada em R$ 270 milhões a obra será financiada pela própria gigante do setor energético e é tida como prioridade nos planos da companhia. “Foi reafirmada a priorização na construção das duas pontes Brasil-Paraguai, uma delas unindo Porto Murtinho e Carmelo Peralta. Já existe inclusive o estudo de traçado”, comentou.

Em novembro do ano passado o Marun já havia previsto que a construção teria início entre o fim de 2019 e o início de 2020. Contudo, não se sabe se o prazo será mantido ou sofreu qualquer tipo de alteração. 

Em Mato Grosso do Sul, a ponte em Murtinho é tratada como estratégica por ajudar a tirar do papel o projeto da rota bioceânica, que ligaria por terra Mato Grosso do Sul aos portos do Chile, passando por Paraguai e Argentina –mas que ainda depende de obras rodoviárias.

Além da estrutura em Murtinho, já foi licitada a outra obra entre Foz do Iguaçu, PR, e Presidente Franco, cidade vizinha a Ciudad del, no Paraguai.

As pontes - A ponte será do tipo estaiada, com duas torres de sustentação de 120 metros de altura. O projeto prevê pista simples, com acostamento e calçada. A extensão é de 760 metros, com vão livre de 470 metros. A estimativa é que as obras sejam concluídas em até três anos.

O acordo entre os dois países define que a margem paraguaia de Itaipu vai arcar com os custos de construção da ponte no Mato Grosso do Sul e a margem brasileira entrará com recursos para a ponte em Foz do Iguaçu. A expectativa é que a ponte no Rio Paraguai tenha as mesmas características e os mesmos custos das obras que serão realizadas no Rio Paraná.

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