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Campo Grande, Segunda-feira, 15 de Outubro de 2018

19/07/2017 13:59

Ajuda do Sebrae põe pequenos negócios no foco em bairros da Capital

Aline dos Santos
Marieda leva ajuda do Sebrae para Neuza, dona de loja de roupas no Santo Amaro. (Foto: João Paulo Gonçalves)Marieda leva ajuda do Sebrae para Neuza, dona de loja de roupas no Santo Amaro. (Foto: João Paulo Gonçalves)

Com o talento para a venda “no sangue”, Neuza Aguiar, 58 anos, abriu há 18 meses uma loja de roupas no bairro Santo Amaro, em Campo Grande. E se sobra disposição para atender a clientela, ela reconhece dificuldades para lidar com temas mais sisudos, como o temido fluxo de caixa. Nesta quarta-feira (dia 19), a ajuda do Sebrae bateu à porta da Neuza Moda.

Proprietária e única vendedora, ela conta que não poderia fechar a loja, mesmo por algumas horas, para se deslocar até o serviço que apoia às empresas. “Abri a loja há um ano e meio, mas não foi planejado, não deu tempo”, diz.

Agora, ao identificar que a grande parcela dos comerciantes vizinhos, na rua Yokohama, também vende roupas femininas, percebeu que é preciso partir para um diferencial. “Somos muitas lojas nessa região e quase com a mesma mercadoria”, afirma.

Agente do programa Negócio a Negócio, Marieda Oliveira Aguiar percorre desde maio empresas da região Imbirussu, da avenida Júlio de Castilho até o distrito de Indubrasil. O trabalho é fazer diagnóstico, que abrange mercado, operações e vida financeira. A orientação é gratuita e resulta num plano de negócio.

Na prática, a maioria prefere abrir as portas e só depois se vê obrigada a organizar. Outro ponto crucial é que muitos misturam as finanças pessoais com a da empresa, o que dificulta a visualizar o lucro. No atendimento, o empresário recebe um Caderno de Ferramentas, com orientações de gestão.

Gustavo encampou ideia de cadastro para avisar clientes sobre promoções. (Foto: João Paulo Gonçalves)Gustavo encampou ideia de cadastro para avisar clientes sobre promoções. (Foto: João Paulo Gonçalves)

Do outro lado da cidade, no bairro Nova Lima, uma dica chamou, em especial, a atenção de Gustavo Ramirez, 22 anos. “Ter o cadastro do cliente para avisar sobre uma promoção, por exemplo. A gente acostuma com o cliente vir até nós e não o contrário”, afirma Gustavo. Ele é estudante de Medicina no Paraguai, mas, quando está em Campo Grande, fica responsavel pela loja de roupas da família.

O comércio fica localizado na rua Jerônimo de Albuquerque, a via mais pulsante para negócios no Nova Lima, bairro na saída para Cuiabá. Pela rua, se avista supermercado em ampliação, lojas de cosméticos, roupas, suplementos alimentares, farmácias e salões de beleza.

No primeiro semestre, o Santo Amaro e o Nova Lima foram rotas do programa “O bom do bairro é o pequeno negócio”, em que o Sebrae leva atendimento itinerante para ajudar os pequenos comerciantes.

De acordo com o superintendente do Sebrae, Cláudio George Mendonça, foram atendidas 7.500 empresas nessa primeira rodada. O projeto retorna em 7 agosto, com atendimento no bairro Universitário.

Segundo ele, diante da crise financeira, quem tinha um ou dois funcionários acabou demitindo e assumiu novas funções. “Para a van (veículo com a estrutura de apoio do Sebrae) numa região e fica uma semana atendendo. O pequeno empresário não tem hoje uma estrutura de pessoas para poder sair e nos procurar”, afirma Mendonça, sobre a necessidade de ir aos bairros.

O Sebrae oferece mais duas opções: agendamento de visita à empresa (o interessado deve ligar 0800 570 0800) e atendimento online.

Com metodologia similar, o Negócio a Negócio auxilia no planejamento. “A meta é atender 10 mil empresas em Campo Grande”, diz o superintendente do Sebrae.

Mendonça destaca que Sebrae leva programas a bairros em momento de crise financeira. (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)Mendonça destaca que Sebrae leva programas a bairros em momento de crise financeira. (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)
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