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Campo Grande, Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018

05/03/2010 07:21

Alimentos puxaram custo de vida na Capital

Redação

No mês de fevereiro, os alimentos puxaram o custo de vida do campo-grandense, conforme mostra o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), divulgado nesta sexta-feira pela Anhanguera-Uniderp.

A inflação em fevereiro foi de 0,42% e na alimentação o aumento do custo de vida foi de 1,02%. As variações de preços mais significativas em função da sazonalidade, das condições climáticas e condições de mercado foram o chuchu, com 36,01%; repolho, com 18,70%; melancia, com 15,18% e berinjela 13,71%. No caso das carnes, continuam em alta. Alguns exemplos de cortes que tiveram aumento são o acém (4,19%), músculo (2,84%) e fígado (1,37%). "Os miúdos de frango também apresentaram alta de 2,84%, enquanto o frango congelado apresentou estabilidade de preço, com pequena queda, da ordem de -0,04%", disse o pesquisador do Nepes, José Francisco dos Reis Neto.

Segundo o coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais, professor Celso Correia, essa reação já era esperada e o processo teve início em janeiro.

Dos sete grupos que compõem o IPC somente o grupo Despesas Pessoais apresentou deflação (-0,23%). Os outros seis apresentaram elevação de preços em relação a janeiro: Alimentação registrou 1,02%; Vestuário, 1,08%; Saúde, 0,61%; Habitação, 0,20%; Transportes, 0,12%; e Educação, 0,07%.

No grupo Habitação, o segundo que mais contribuiu para a elevação do IPC, o índice ficou em 0,20%, com destaque para a elevação de preços do saponáceo, de 13,41%; vassoura, de 5,93% e da cera para assoalho, de 3,89%. Em seguida, aparece o grupo Vestuário, com índice de 1,08%. Os produtos com maiores altas de preços foram: saia (7,72%), sandália/chinelo feminino (2,67%) e camiseta masculina (1,49%). Entre os produtos que apresentaram quedas de preços estão: sapato masculino (-4,89%), sandália/chinelo masculino (-3,80%) e sapato feminino (-3,57%).

O grupo Saúde apresentou uma moderada inflação de 0,61% em relação ao mês de janeiro. Tiveram aumentos significativos de preços os itens: antialérgico e broncodilatador (8,87%), analgésico e antitérmico (7,59%) e hipotensor e hipocolesterínico (1,42%). Já no grupo Transportes foi observada relativa estabilidade de preços, com pequena elevação de 0,12%. O destaque vai para os aumentos de preços das passagens de ônibus interestadual, de 3,02%, intermunicipal, de 0,73% e um pequeno reajuste no preço do álcool combustível, da de 0,61%. "O aumento das passagens se deve ao término de algumas promoções e aumento da taxa de embarque praticados na nova rodoviária de Campo Grande, MS", aponta José Francisco. O grupo Educação também apresentou relativa estabilidade em fevereiro, com pequena alta de 0,07%, ocasionada, principalmente, pelos reajustes de mensalidades no Ensino Fundamental.

O grupo Despesas Pessoais apresentou pequena deflação (-0,23%). As quedas mais significativas ocorreram nos preços do protetor solar (-3,72%), do creme dental (-2,69%) e do sabonete (-2,26%).

Acumulada

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