Apesar de caso Master, IMPCG fecha 2025 com resultado positivo de R$ 128 milhões
Carteira rendeu 12,42% e somou R$ 31,8 milhões; balanço orçamentário teve déficit de R$ 112 milhões

O IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande) apresentou nesta quinta-feira (13) as contas de 2025 com resultado patrimonial positivo de R$ 128,295 milhões e rentabilidade de 12,42% na carteira de investimentos, mesmo com R$ 1,427 milhão ligado ao caso Banco Master.
RESUMO
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O IMPCG apresentou contas de 2025 com resultado patrimonial positivo de R$ 128,29 milhões e rentabilidade de 12,42% na carteira de investimentos, acima da meta de 9,34%. O instituto aplicou R$ 1,42 milhão no Banco Master, mas obteve decisão judicial para recuperar o valor. As contas também registram déficit orçamentário de R$ 112 milhões, coberto parcialmente por aporte de R$ 104,79 milhões do Tesouro Municipal. O patrimônio líquido encerrou 2025 negativo em R$ 10,26 bilhões.
A audiência foi convocada pelo diretor-presidente do IMPCG, Marcos Cesar Malaquias Tabosa.
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A carteira encerrou 2025 com R$ 31.813.961,30 aplicados e superou a meta de rentabilidade de 9,34% citada durante a audiência. Victor Hugo Gomes, consultor de investimentos e sócio da Crédito Mercado, afirmou que o retorno chegou a 12,42%. “A rentabilidade deles foi de 12,42%, então bem acima do que eles realmente precisavam, que era de 9,34%”, disse.
As demonstrações contábeis registram R$ 6.018.537,12 em valorização e ganhos com investimentos e R$ 561.627,40 em perdas e desvalorizações. A diferença entre os dois valores é de R$ 5.456.909,72, montante que também aparece no fluxo de caixa como rendimento de aplicações financeiras. O resultado ajudou a manter o desempenho da carteira acima da meta anual.
Victor afirmou que a composição dos investimentos ajudou a reduzir o efeito do caso Master sobre o conjunto dos recursos. “Não teve impacto”, declarou ao ser questionado sobre a aplicação na instituição financeira. “Na carteira como um todo, a gente sempre tem que olhar o portfólio como um todo.”
Segundo o consultor, o IMPCG concentrou boa parte dos recursos em investimentos de menor risco. “A carteira deles é composta basicamente por título público, renda fixa”, afirmou. Ele atribuiu parte do desempenho às taxas de juros elevadas, que favoreceram aplicações desse tipo ao longo de 2025.
O caso Banco Master aparece de forma específica no balanço do instituto. O IMPCG aplicou R$ 1,2 milhão em uma letra financeira em abril de 2024, com vencimento previsto para abril de 2029. Em novembro de 2025, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição, o investimento estava registrado em R$ 1.427.697,59.
O balanço não trata os R$ 1,427 milhão como perda definitiva. O IMPCG conseguiu decisão provisória para depositar em conta judicial o valor que busca compensar e prevê o levantamento do dinheiro ao fim da ação, com as atualizações correspondentes. “A aplicação foi de um milhão e quatrocentos, onde já está sendo recuperado esse recurso com a gestão do IMPCG”, afirmou Victor.
Apesar do resultado patrimonial positivo de R$ 128.295.564,09, as contas também mostram déficit orçamentário de R$ 112.058.720,22. O instituto arrecadou R$ 592.421.922,48 e registrou R$ 704.480.642,70 em despesas durante 2025. Desse total, R$ 668.176.429,27 foram efetivamente pagos, enquanto R$ 36.304.213,43 ficaram como despesas de dezembro a pagar.
Os dois resultados medem situações diferentes. O déficit de R$ 112,058 milhões compara a arrecadação com as despesas do orçamento, enquanto o resultado patrimonial considera também alterações nos ativos, passivos e provisões do instituto. O balanço patrimonial aponta melhora de R$ 128,295 milhões em relação ao resultado acumulado anterior.
Para cobrir o déficit financeiro, o IMPCG recebeu aporte de R$ 104.790.957,31 do Tesouro Municipal no ano passado. O patrimônio líquido ainda terminou 2025 negativo em R$ 10,264 bilhões, diante das obrigações previdenciárias projetadas para longo prazo. O passivo não circulante incluía R$ 10,330 bilhões em provisões para benefícios já concedidos e futuros.

