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Economia

Após instabilidade climática, produtores apostam na recuperação da safra de soja

Segundo Aprosoja, expectativa de colheita é de 51,5 sacas de grão por hectare

Elci Holsback | 08/01/2017 13:10
Aprosoja estima colheita 55,5 sacas por hectare na próxima safra (Foto: Divulgação)
Aprosoja estima colheita 55,5 sacas por hectare na próxima safra (Foto: Divulgação)

Após a instabilidade climática da última safra, as lavouras de soja apresentam condições favoráveis no Estado para a safra 2016/2017, segundo levantamento da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja).

De acordo com a entidade, a estiagem registrada em algumas regiões do estado no início do ciclo preocupou, mas, de maneira geral, foi vencida após as chuvas registradas nas últimas semanas de 2016 e nos primeiros dias de 2017.

Em Chapadão do Sul - distante 321 km de Campo Grande, há produtor com expectativa de produtividade superior à média estadual projetada pela Aprosoja/MS. “O desenvolvimento da lavoura está muito bom, inclusive, apresenta condições mais favoráveis que no ano passado. As possibilidades de que encerre a safra com produtividade mínima de 55 sacas por hectare são grandes”, comenta o sojicultor Jorge Michelc.

Segundo a Aprosoja, a expectativa é de 51,5 sacas da oleaginosa por hectare na próxima colheita, mesma média alcançada na safra 2015/2016. Em relação à produção, a entidade prevê colheita de 7,8 milhões de toneladas em área de 2,5 milhões de hectares no ciclo 2016/2017.

Panorama diferente da maior parte do Estado, a  região central apresenta realidade diferente. Em Sidrolândia, o sojicultor Paulo Stefanello explica que o clima não contribuiu para o desenvolvimento dos grãos. “O clima estava ruim e melhorou só depois da virada do ano. No município é esperado safra de soja menor que no ano passado”, acredita.

No mesmo município, a propriedade do sojicultor Andre Dobashi já registra lavouras em melhores condições atualmente, mas o produtor revela que houve problemas com a seca do início do ciclo. “Recentemente, as plantas se recuperaram bem, mas se parar de chover agora em janeiro a produtividade na propriedade vai cair bastante”, finaliza o produtor que espera colher na primeira quinzena de fevereiro.

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