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Campo Grande, Quinta-feira, 16 de Agosto de 2018

14/06/2018 09:50

Audiência com prefeitura acaba sem acordo e frigorífico segue fechado

Área havia sido desapropriada após ação da Prefeitura, mas liminar suspendeu a reintegração no último dia 21 de maio e devolveu a posse à Rodopa

Danielle Valentim
Frigorífico empregava mais 600 pessoas. (Foto: Internet/Reprodução)Frigorífico empregava mais 600 pessoas. (Foto: Internet/Reprodução)

A audiência de conciliação entre a Prefeitura de Cassilândia, a 418 km de Campo Grande, e a Forte/Rodopa, dona da planta frigorífica do município, terminou sem acordo, nesta quarta-feira (13). O encontro tratou de um processo de desapropriação da área. A empresa chegou a contestar a decisão e conseguiu a suspensão no último dia 21 de maio, no entanto, os trabalhos continuam parados.

O executivo insiste na desapropriação, com a justificativa de que a unidade é de “utilidade pública e interesse social. Por outro lado, a empresa considera o processo ilegal e lamenta pela comunidade já que a reabertura do frigorífico será adiada mais uma vez. O frigorífico empregava mais 600 pessoas.

Sobre o caso - A Prefeitura de Cassilândia entrou com processo de desapropriação alegando que a área é de utilidade pública e interesse social e que não houve interesse da proprietária da planta frigorífica em reabrir o local e que o mesmo estava abandonado, apesar de o frigorífico ter operado ininterruptamente nos últimos dez anos e estar fechado há apenas dois meses por decisão do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

O Executivo Municipal conseguiu uma liminar para reintegração de posse do imóvel, mas a desembargadora Tânia Borges concedeu efeito suspensivo no dia 21 de maio e devolveu a posse à Rodopa.

A planta frigorífica estava locada na época para a JBS e desde que as atividades foram paralisadas pelo Cade, a Forte/Rodopa negociava com outros grupos empresariais para locar novamente o imóvel e assim, retomar as atividades frigoríficas o mais rápido possível. No entanto, as tratativas para relocação do frigorífico interrompidas após o processo movido pela Prefeitura.

“Nunca fui procurado pelo prefeito de Cassilândia (Jair Boni) ou qualquer representante para falar sobre o frigorífico ou qualquer assunto. Desde a decisão do Cade, estava negociando com vários grupos empresariais a locação do prédio e retomada das atividades do frigorífico o mais rápido possível, porque além de ser do interesse da Rodopa reabrir, é importante para a cidade de Cassilândia e é o trabalho de mais de 600 pessoas e suas famílias que está em jogo, que dependem de sua fonte de renda”, completa o empresário.



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