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Economia

Com agro em alta e queda em juros, mercado imobiliário de MS segue aquecido

Em comparação com 1º semestre de 2020, este ano registrou quase o dobro em financiamentos

Por Guilherme Correia | 25/08/2021 14:35
Aumento de prédios em Campo Grande, mesmo na pandemia, indica que setor está aquecido. (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)
Aumento de prédios em Campo Grande, mesmo na pandemia, indica que setor está aquecido. (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

Mato Grosso do Sul registrou recorde de financiamento de imóveis no primeiro semestre de 2021. Segundo dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), foi quase R$ 1,14 bilhão em negócios nos primeiros seis meses deste ano.

Tal índice quase dobrou na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram R$ 569 milhões.

Vale dizer que ao menos 106.234 moradias em Mato Grosso do Sul têm alguma condição inadequada, seja estrutural, superlotação ou dívidas excessivas, segundo a Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias).

Para o presidente do Creci-MS (Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 14ª Região), Eli Rodrigues, o boom no agronegócio em Mato Grosso do Sul, setor que não foi afetado pela pandemia, pode estar relacionado a esse aumento. "Estamos no auge do agronegócio, nunca se teve um momento tão bom para o agro. Isso vai se refletir em compras no setor imobiliário", diz.

Para ele, o mercado imobiliário é onde a parcela da população com poder de investimento "tem segurança que pode aplicar". "O imóvel é a moeda mais segura, mesmo em momentos que a gente passa por incertezas na área financeira".

Mercado - Outro fator que pode ser determinante é o da maior adesão de parte da população, sobretudo por conta da pandemia, para procurar lugares melhores para se viver. Em relação ao número de imóveis financiados, houve aumento no Estado, já que o primeiro semestre de 2020 teve 4,4 mil unidades e o deste ano acumulou 2,3 mil.

Rodrigues ressalta que muitas famílias se mudaram durante o atual contexto sanitário para ter melhor adequação, o que fomentou o setor, além de facilidades nos juros. "O mercado teve uma modificação na circunstância dos juros, uma melhora no sistema de cobrança e na facilitação dos negócios".

"Nesse período, com o problema da pandemia, que as pessoas precisavam de maior espaço, precisavam fazer uma mudança nas suas características de moradia, se juntou a esse momento de vantagens de financiamento", completa.

No Brasil, segundo pesquisa da Datastore, empresa de pesquisas para o mercado imobiliário, o índice de intenção de compra nos segmentos popular, médio padrão e alto luxo em todo chegou a 29%. O estudo também indica que mais de 14,5 milhões de famílias têm intenção de adquirir um imóvel nos próximos 24 meses.

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