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Economia

Compras de fim de ano surpreende e artesãos chegam a ficar sem estoque

Segundo alguns artesãos, as vendas foram bem melhores do que no ano passado, o que os pegou desprevenidos

Por Bruna Kaspary | 29/12/2018 10:46
Na loja de Zezé muitos produtos já acabaram e alguns tem apenas uma unidade (Foto: Bruna Kaspary)
Na loja de Zezé muitos produtos já acabaram e alguns tem apenas uma unidade (Foto: Bruna Kaspary)

Para as artesãs da Praça dos Imigrantes, no centro de Campo Grande, as compras de final de ano superaram a do ano passado, deixando algumas delas até sem estoque para atender os clientes que voltavam querendo mais.

Zezé Simioli está na praça há cinco anos e confessa que não estava preparada para o movimento que recebeu. “Vieram muitas pessoas atrás de mimos para dar de presente, coisinhas pequenas, e como eu achei que seria igual ao ano passado acabei não produzindo mais coisa”, explica.

“Não foi igual a outros anos, em que vendíamos muito, mas já deu para ver a cor do dinheiro”, brinca a artesã. Segundo ela, até ontem ainda tinha cliente pedindo encomenda, mas teve que recusar porque não conseguiria fazer em tempo.

A presidente da associação dos artesãos da praça, Regiani Ribeiro Rosa explica que os produtos mais procurados são os de cunho religiosos. “Essa época o pessoal tem muita fé, querem nem que seja passar o ano abençoados, protegidos”, comenta.

Ela fala que, de todos os artesãos que trabalham na praça, os que vendem esse tipo de produto são os que mais ficaram sem estoque. “Eu mesma vendi todas as Sagradas Família que tinha”.

Mas para ela, as vendas ainda podem melhorar porque a partir de agora começa o fluxo de turistas na cidade, que sempre estão atrás de produtos da região.