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Campo Grande, Sexta-feira, 17 de Novembro de 2017

22/05/2017 19:53

Conselho do FCO aprova mudanças para dar celeridade aos financiamentos

Nyelder Rodrigues

Foi aprovado em reunião extraordinária dos membros do Conselho de Investimentos Financiáveis pelo FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) a homologação da resolução que permite e regulamenta medidas para dar mais celeridade a concessão de financiamentos pelo fundo.

O encontro aconteceu na sede da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar)) em Campo Grande. As mudanças foram definidas durante a 6ª Reunião Ordinária do Condel/Sudeco (Conselho Deliberativo do FCO), em Brasília, no mês de abril.

As mudanças visam simplificar os procedimentos e facilitar as contratações de empréstimos, explicou o secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck. A principal alteração é a elevação do teto de exigência de Carta Consulta, que antes era de R$ 250 mil, para R$ 1 milhão.

"Anteriormente qualquer solicitação de financiamento acima desse valor (R$ 250 mil) tinha um trâmite de Carta Consulta junto ao Conselho. A partir de agora esse limite vai para R$ 1 milhão", frisa Verruck, que completa.

"Com isso, deixam de transitar pelo Conselho praticamente 50% das demandas por financiamento no Estado. Estamos descentralizando, o próprio banco vai fazer essa análise direta, o enquadramento e depois só comunica o Conselho sobre essa operação", finaliza o secretário.

No entender dele, a medida vai dar celeridade às operações e propiciar que Mato Grosso do Sul atinja a meta de aplicar a totalidade dos recursos disponibilizados pelo FCO, que é de R$ 2,3 bilhões. "Com isso (a elevação do teto para R$ 1 milhão), sem nenhuma dúvida nós retiramos, no mínimo, 30 dias do prazo normal de tramitação do processo", afirma.

Outro avanço foi a aprovação do giro dissociado, que passa a ser oferecido dependendo do porte de cada empresa, com limite de até R$ 800 mil reais. O giro dissociado é um recurso para sanear as contas da empresa.

Até então o FCO só financiava novos investimentos ou ampliação, agora o mercado passa a contar com mais essa linha de crédito. "Toda essa preocupação tem importância porque 51% dos recursos do FCO devem ser aplicados em micro e pequenas empresas, e essas flexibilizações beneficiam os pequenos empreendedores", pondera Verruck.



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