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Economia

Dólar à vista avança a R$ 5,15 após ameaça dos EUA ao Irã

No Brasil, governo anuncia R$ 30,5 bilhões em medidas contra alta dos combustíveis

Por Gustavo Bonotto | 07/04/2026 18:58
Dólar à vista avança a R$ 5,15 após ameaça dos EUA ao Irã
Cédulas do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar fechou em alta de 0,17% nesta terça-feira (7), cotado a R$ 5,1549, após o aumento das tensões no Oriente Médio influenciar investidores, enquanto o índice Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores brasileira, subiu 0,05%, aos 188.259 pontos.

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O dólar fechou em alta de 0,17% nesta terça-feira (7), cotado a R$ 5,1549, pressionado pelas tensões no Oriente Médio após ameaças do presidente Donald Trump ao Irã sobre o Estreito de Ormuz. O Ibovespa subiu 0,05%, aos 188.259 pontos. Para conter o impacto do petróleo nos combustíveis, o governo federal anunciou um pacote de medidas avaliado em R$ 30,5 bilhões, incluindo subsídio ao diesel de R$ 1,52 por litro e crédito via BNDES.

No acumulado, o dólar registra queda de 0,09% na semana, 0,46% no mês e 6,08% no ano. Já o Ibovespa acumula alta de 0,11% na semana, 0,42% no mês e 16,84% no ano.

A valorização da moeda ocorreu em meio às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), ao Irã. Ele cobrou a reabertura do Estreito de Ormuz e afirmou que “uma civilização inteira morrerá” se não houver acordo. O prazo termina às 21h, no horário de Brasília.

O governo iraniano reagiu e classificou a declaração como incitação a crimes de guerra. Autoridades do país também mobilizaram a população para formar correntes humanas ao redor de usinas de energia. O presidente Masoud Pezeshkian (Reformista) disse que milhões estão prontos para se sacrificar pelo país.

A tensão elevou a incerteza global, mas um pedido do Paquistão para adiar o prazo em duas semanas reduziu parte do temor. A sinalização ajudou a bolsa brasileira a reverter perdas e fechar em leve alta.

Mesmo com o cenário de conflito, o petróleo recuou. O barril do tipo Brent caiu 2,66% e fechou a US$ 106,72, ainda em patamar elevado. O preço segue pressionado pela guerra na região.

No Brasil, o avanço do petróleo levou o governo federal a anunciar medidas para conter o impacto nos combustíveis. O pacote inclui ações para reduzir oscilações no diesel, no gás de cozinha e no querosene de aviação.

Entre as medidas, o governo zerou PIS (Programa de Integração Social) e a COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) para companhias aéreas, prorrogou tarifas de navegação e abriu linhas de crédito. Os financiamentos podem chegar a R$ 2,5 bilhões por empresa e serão operados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

O plano também prevê subsídio ao diesel de R$ 1,20 por litro, somado a R$ 0,32 já concedidos pela União. A subvenção total chega a R$ 1,52 e deve valer entre abril e maio, com custo de R$ 4 bilhões.

Ao todo, as ações anunciadas para enfrentar os efeitos da guerra devem custar R$ 30,5 bilhões aos cofres públicos. Segundo o governo, parte dos recursos virá de receitas ligadas ao petróleo.