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Empresário de Ivinhema acusado de tráfico internacional é absolvido

Prefeito da cidade também se livra da desconfiança de ter comprado uma caminhonete apreendida

Por Lucia Morel | 22/05/2026 17:58
Empresário de Ivinhema acusado de tráfico internacional é absolvido
Policiais federais em operação na cidade de Ivinhema. (Foto: PF)

O empresário Luiz Carlos Honório, dono de uma loja de móveis em Ivinhema, a 289 Km de Campo Grande, foi absolvido pela Justiça Federal da acusação de tráfico de drogas. Sem fazer parte do processo, o prefeito do município, Juliano Ferro Barros Donato (PL) também se livra da desconfiança de estar na linha de sucessão da compra de uma caminhonete, que pertencia a Honório, e foi vendida a ele.

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Empresário Luiz Carlos Honório, dono de loja de móveis em Ivinhema, foi absolvido pela Justiça Federal de acusação de tráfico de drogas. O juiz Bruno Stamm condenou apenas Ednailson Leal, o "Pirambóia", alvo da Operação Lepidosiren de 2024. A decisão também afasta suspeitas sobre o prefeito Juliano Donato, que comprou uma caminhonete Silverado de Honório por um Troller e cheque de R$ 380 mil, em negócio considerado de natureza comercial privada.

Na época da investigação, a Polícia Federal deflagrou a Operação Lepidosiren, em agosto de 2024. O nome foi dado devido ao apelido do principal alvo, Ednailson Marcos Queiroz Leal, o “Pirambóia”. Lepidosiren paradoxa é o nome científico da pirambóia, peixe da bacia amazônica com capacidade de respirar fora d’água. Este vendeu uma caminhonete Silverado a Honório e ele, a Donato.

Em decisão de dois dias atrás, 20 de maio, o juiz da 1ª Vara Federal de Ponta Porã, Bruno Barbosa Stamm condenou Pirambóia e absolveu os outros dois acusados: Eldo Andrade Aquino e Honório.

De acordo com a decisão, não há prova suficiente de que Luiz Carlos e Eldo integravam qualquer associação criminosa voltada ao tráfico de drogas. Determinou-se ainda a devolução integral dos bens que haviam sido sequestrados do empresário durante as investigações, entre veículos, maquinário e mais de R$ 103 mil em dinheiro.

A defesa reforça que as negociações entre Ferro e Honório - a compra de um imóvel e de uma caminhonete Silverado - foram realizadas no âmbito de relações comerciais privadas, “sem qualquer indício de que o prefeito tivesse conhecimento de investigações em curso ou de suposta ilicitude por parte do vendedor”. Ferro pagou pela Silverado com um Troller e um cheque pré-datado de R$ 380 mil.

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