Dólar recua 0,28% para R$ 5,07 no último pregão da semana
Atividade econômica no Brasil e perspectiva para os juros dos EUA ficaram no radar do mercado
O dólar comercial caiu 0,28% e fechou a R$ 5,0728 nesta sexta-feira (16). Investidores reagiram aos novos dados da atividade econômica do país, às mudanças na jornada de trabalho e às expectativas para os juros dos Estados Unidos.
RESUMO
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O dólar comercial caiu 0,28% e fechou a R$ 5,0728 nesta sexta-feira (16), mas subiu 1,77% na semana. O Ibovespa avançou 0,54%, aos 205.430 pontos. Investidores avaliaram o IBC-Br, que cresceu 0,3% em agosto, a promulgação do fim da escala 6x1 e a expectativa de 83% de manutenção dos juros pelo Fed. O petróleo Brent subiu 3,7%, a US$ 109,86.
Apesar do recuo no dia, a moeda norte-americana acumulou alta de 1,77% na semana. Em outubro, registra queda de 1,96%. A desvalorização chega a 7,58% no ano. O dólar turismo terminou o dia cotado a R$ 5,273, com baixa de 0,14%.
O Ibovespa avançou 0,54% e encerrou o pregão aos 205.430 pontos. O principal índice da bolsa brasileira perdeu 1,74% na semana, mas acumula ganhos de 10,24% no mês e de 27,50% desde o início do ano.
No cenário doméstico, o mercado acompanhou a promulgação da mudança constitucional que acaba com a escala regular de seis dias de trabalho para um de descanso. A nova regra garante dois dias de repouso remunerado por semana, sem redução salarial, e prevê a diminuição gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais.
A atividade econômica também entrou no radar dos investidores. O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) cresceu 0,3% em agosto e registrou a primeira alta em três meses. Em julho, o indicador havia recuado 0,3%.
A indústria teve crescimento de 0,9% no período e os serviços avançaram 0,2%. A agropecuária recuou 1,8%. Na comparação com agosto de 2025, a economia cresceu 1,2%. O avanço acumulado entre janeiro e agosto chegou a 1,6%, mesma taxa registrada em 12 meses.
O indicador funciona como uma referência para medir o ritmo da economia antes da divulgação do PIB (Produto Interno Bruto). O BC (Banco Central) também considera o nível de atividade nas decisões sobre a taxa básica de juros, diante dos efeitos do consumo e da produção sobre a inflação.
No exterior, o dólar perdeu força diante de outras moedas importantes. Investidores reduziram as apostas em novas altas dos juros norte-americanos, e o mercado passou a atribuir probabilidade de 83% de manutenção das taxas na próxima reunião do Fed (Federal Reserve), banco central dos Estados Unidos.
O petróleo fechou em forte alta diante das preocupações com a oferta no Oriente Médio e das interrupções em refinarias russas. O barril do Brent subiu 3,7%, para US$ 109,86, enquanto o WTI (West Texas Intermediate) avançou 3,5% e terminou cotado a US$ 101,41.


