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Economia

Dólar sobe a R$ 5,24 com petróleo em alta e tensão no Oriente Médio

Moeda avança 0,12% e Ibovespa cresce com impacto da guerra e pressão inflacionária

Por Gustavo Bonotto | 30/03/2026 19:30
Dólar sobe a R$ 5,24 com petróleo em alta e tensão no Oriente Médio
Cédulas de 100 dólares. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O dólar fechou em alta de 0,12% nesta segunda-feira (30), cotado a R$ 5,24, puxado pela alta do petróleo e pela tensão no Oriente Médio, enquanto o principal indicador da bolsa brasileira, o Ibovespa, subiu 0,53%, aos 182.514 pontos, no mercado financeiro brasileiro.

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O dólar fechou em alta de 0,12% nesta segunda-feira (30), cotado a R$ 5,24, impulsionado pela valorização do petróleo e pela tensão no Oriente Médio. O Ibovespa subiu 0,53%, aos 182.514 pontos. O boletim Focus elevou a projeção do IPCA para 4,31% em 2026, terceiro avanço seguido, enquanto a taxa Selic deve encerrar o ano em 12,5%. O PIB deve crescer 1,85% em 2026.

O avanço do petróleo no mercado internacional influenciou as expectativas de inflação e juros no Brasil. Investidores demonstraram cautela diante das incertezas sobre um possível cessar-fogo no conflito, que já dura cerca de um mês.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump (Republicano) pressionou o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz. Ele afirmou que o país pode sofrer ataques a instalações de energia caso mantenha restrições na rota marítima. A região concentra cerca de um quinto do transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

Ao mesmo tempo, o Paquistão indicou que pretende sediar negociações para encerrar o conflito. Já o governo iraniano acusou os Estados Unidos de preparar uma ofensiva terrestre e reforçou a presença militar na região.

No Brasil, o governo federal não conseguiu acordo com os estados sobre a proposta de subvenção ao diesel. A reunião realizada na sexta-feira terminou sem consenso entre as partes.

O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, apontou nova alta na projeção da inflação. A estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu de 4,17% para 4,31% em 2026, no terceiro avanço seguido. O movimento reflete, em parte, o impacto do petróleo mais caro.

O mercado manteve a previsão da taxa básica em 12,5% ao ano no fim de 2026 e em 10,50% para 2027. A expectativa indica possível redução dos juros, mas em ritmo mais lento.

A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto passou de 1,84% para 1,85% em 2026. Para 2027, a estimativa permaneceu em 1,8%. Já a previsão para o dólar segue em R$ 5,40 no fim de 2026 e R$ 5,45 em 2027.

No acumulado, o dólar sobe 0,12% na semana e 2,21% no mês, mas cai 4,39% no ano. O Ibovespa avança 0,53% na semana, recua 3,32% no mês e acumula alta de 13,27% em 2026.