Em 2026, qual opção compensa mais no bolso: carro zero ou usado?
Vendedores e especialista financeiro analisam depreciação, juros, garantias e riscos na compra
Comprar um carro zero-quilômetro ou optar por um seminovo ou usado segue sendo uma das principais dúvidas de quem pretende trocar de veículo. De um lado, concessionárias apostam em garantia estendida e juros promocionais. Do outro, lojistas de seminovos defendem o melhor custo-benefício.
RESUMO
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A escolha entre carro zero e usado depende do perfil do consumidor, considerando orçamento, tempo de uso e custos a longo prazo. Carros usados oferecem melhor custo-benefício, com opções de categoria superior pelo mesmo preço de um zero básico, além de menor depreciação anual e possibilidade de negociação. No entanto, exigem cuidados como vistoria e manutenção. Já os carros zero garantem previsibilidade, com garantias estendidas e revisões programadas, além de financiamentos com taxas promocionais. Apesar da desvalorização inicial maior, isenção de IPVA no primeiro ano pode compensar. Especialistas destacam que a decisão deve equilibrar conforto, risco e custos, conforme as necessidades de cada comprador.
No entanto, a escolha mais vantajosa vai depender do perfil de cada consumidor. A decisão entre carro zero ou usado passa pelo orçamento disponível, pelo tempo de permanência com o veículo e pelo equilíbrio entre conforto, risco e custo ao longo do uso.
Carro usado
Com dez anos de experiência no setor automotivo, o proprietário da CR Motor, Caio Brum, afirma que o consumidor tem buscado cada vez mais o seminovo após comparar preços. Segundo ele, hoje um carro zero com valor inicial, com motor 1.0, direção, vidro e trava, custa cerca de R$ 80 mil. Com esse mesmo valor, é possível adquirir um veículo de categoria superior no mercado de usados, como um sedã automático, com mais conforto, multimídia e controles de estabilidade e tração.
Para quem prioriza economia, Caio aponta opções ainda mais baratas, na faixa entre R$ 50 mil e R$ 60 mil. E cita como exemplo um Mobi 2024/2025, vendido recentemente por R$ 58,9 mil, com cerca de um ano de uso.
O lojista destaca que o comprador pode acompanhar a parte mecânica, levar o carro a uma oficina de confiança e solicitar vistoria cautelar antes de fechar negócio.
Outro ponto central na defesa do usado é a depreciação. De acordo com Caio, o carro zero perde entre 10% e 20% do valor assim que sai da concessionária, enquanto o usado já passou pela maior queda e sofre desvalorização anual menor, entre 2% e 3%. Isso torna a troca em um curto período menos onerosa. Além disso, o mercado de usados permite negociação abaixo do valor de referência, o que gera vantagem imediata para o comprador.
No financiamento, ele explica que as mesmas financeiras que atuam nas concessionárias também oferecem crédito para seminovos. As taxas variam conforme o score do cliente, ficando em torno de 1,3% ao mês para quem tem bom histórico e podendo chegar a 2,7% para perfis de maior risco. Atualmente, os bancos exigem, em média, de 10% a 20% de entrada, embora existam exceções.
Carro Zero
Já o diretor operacional da Hyundai Campo Grande, Nivaldo Pessoa de Lucena, destaca que o carro zero oferece mais previsibilidade ao consumidor. Segundo ele, as montadoras, em geral, oferecem cinco anos de garantia, reforçando a confiança no produto. As revisões são programadas a cada 10 mil quilômetros, com valores fixos definidos no momento da compra, garantindo transparência nos custos.
Nivaldo ressalta ainda as condições de financiamento como um dos principais atrativos do zero-quilômetro. Há campanhas com taxa zero ou juros a partir de 0,99% e 1,19% ao mês, conforme o modelo, prazo e valor de entrada. Outro diferencial é o bônus oferecido na avaliação do usado na troca, o que pode facilitar o financiamento com taxas diferenciadas. Atualmente, o modelo mais barato da marca é o HB20, que custa R$ 84.990
Orientação financeira
Para o assessor de investimentos Rodrigo Police dos Santos, do escritório Delfos Investimentos, do BTG Pactual, a comparação entre carro zero e usado envolve escolhas distintas. Ele reconhece que o usado pode oferecer mais conforto pelo mesmo preço, mas alerta que o valor menor também embute riscos, como problemas mecânicos ou histórico de acidentes.
Rodrigo explica que o carro zero sofre uma depreciação inicial acentuada, entre 15% e 25%, enquanto o usado continua perdendo valor, em média, de 5% a 10% ao ano. Segundo ele, ambos se desvalorizam. Na conta final, o especialista lembra que ambos têm despesas com licenciamento, porém o carro zero não paga o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) em seu primeiro ano, mas tem custos como seguro e emplacamento. Já o usado exige despesas adicionais com manutenção e transferência de documentação.
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