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Economia

Em meio ao covid, MS habilita frigorífico para exportar carne para a Tailândia

Unidade do JBS de Campo Grande seria uma das cinco indústrias habilitadas para vender carne bovina e miúdos para o país asiático

Por Rosana Siqueira | 26/05/2020 17:42
Frigoríficos adotam medidas de segurança para continuar operando (Arquivo)
Frigoríficos adotam medidas de segurança para continuar operando (Arquivo)

Enquanto se debatem medidas de biossegurança mais efetivas para preservar a vida dos trabalhadores dentro dos frigoríficos, o Mato Grosso do Sul continua abrindo mercados para a carne internacional. Ontem, o Brasil recebeu a aprovação da Tailândia para começar a exportar carne bovina com osso, desossada e miúdos ao país, informou o Ministério da Agricultura na segunda-feira. Entre as plantas está o JBS de Campo Grande.

Inicialmente, cinco frigoríficos foram habilitados para embarcar a proteína ao país asiático. Segundo o ministério, as unidades estão localizadas nos Estados do Pará, Rondônia, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O mercado é estimado em US$ 140 milhões.

A Minerva teve uma unidade em Palmeiras de Goiás (GO), com capacidade de abate de cerca de 2000 cabeças por dia, habilitada. Trata-se da maior unidade da empresa no Brasil.

De acordo com informações apuradas pelo Campo Grande News, além da planta de Campo Grande no Estado, estão uma unidade da Marfrig de Ji-Paraná (RO), a Frialto, com uma unidade habilitada em Matupá (MT), e a Masterboi, com uma unidade aprovada em São Geraldo Araguaia (PA).

Lácteos - Na semana passada, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou a abertura do mercado tailandês para lácteos produzidos no Brasil.

“A abertura desse mercado de carne bovina e derivados tem potencial de 100 milhões de dólares nos próximos anos”, disse em nota o secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Orlando Leite, sem dar mais detalhes.

Segundo o comunicado, a Tailândia importou em 2019 cerca de 90 milhões de dólares em carne bovina do mundo todo. A Austrália participou da metade desse valor, em função de acordo de livre comércio entre os dois países que reduz tarifas de embarque.