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Campo Grande, Terça-feira, 23 de Maio de 2017

05/05/2017 17:44

Encontro na Bolívia também pode resultar em parcerias na área agrícola

País vizinho tem interesse em projetos de cooperação com MS

Osvaldo Junior
Reinaldo Azambuja discursa durante reunião na Bolívia (Divulgação)Reinaldo Azambuja discursa durante reunião na Bolívia (Divulgação)

Além de firmar a intenção de comercialização de gás natural e ureia, o memorando de entendimento assinado nesta quinta-feira (5) também oficializa o interesse de futuros acordos de coooperação e intercâmbio comercial para expansão da produção agrícola entre a Bolívia, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. A assinatura ocorreu durante a manhã em Santa Cruz de La Sierra.

De acordo com a assessoria do Governo do Estado, o governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), e o presidente boliviano, Evo Morales, avançaram em negociações sobre esse tipo de parceria comercial.

A Bolívia quer, ainda, o apoio de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso para intensificar o comércio bilateral e diversificar sua economia. “Essa intenção também foi manifestada no documento assinado pelo ministro de Hidrocarburo y Energía, Luis Alberto Sanchez Fernández”, afirmou a assessoria.

Essa aproximação comercial inclui as negociações sobre o projeto de construção de ferrovia bioceânica, que ligará o Brasil, Bolívia, Peru, Paraguai e Uruguai e que ampliará as alternativas de exportação.

Durante o encontro, o presidente boliviano designou o ministro de Hidrocarburos Y Energía e o vice-ministro de Industrialização, Comercialização, Transporte e Armazenamento de Hidrocarboneto, Oscar Barriga Arteaga, para conduzirem as negociações com uma comissão técnica, formada pelos secretários de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck (de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e Marcelo Miglioli (Infraestrutura) e o diretor-presidente da MSGÁS, Rudel Trindade, além de um representante do Governo do Mato Grosso.

O memorando de entendimento prevê fornecimento de gás natural para suprimento de polos industriais e usinas termelétricas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, também de comercialização de ureia, matéria prima para fabricação de fertilizante nitrogenado e adubo. As autoridades bolivianas já indicaram a planta de Cochabamba como futura fornecedora de insumos e suprimentos de gás natural, conforme informou a assessoria do governo estadual.

Segundo o governador Reinaldo Azambuja, assim como o presidente Michel Temer sinalizou a concordância para a negociação direta, sem intermediação da Petrobras, signatária do contrato do Gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol), que vence em 2019, o presidente Evo Morales também autorizou a estatal petrolífera boliviana a negociar diretamente com as empresas de gás dos estados.

Conforme a assessoria, Azambuja levou a proposta como interlocutor do Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul), bloco que reúne MS e os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No dia 22, próxima reunião do Codesul, o governador deverá aprofundar a discussão sobre os termos do contrato. “A reunião foi muito positiva, as autoridades bolivianas foram receptivas à nossa proposta, inclusive, sobre a reativação do ramal na fronteira de Corumbá, que vai levar gás para a termelétrica de Ladário”, disse o governador. O projeto da térmica prevê demanda de suprimento de 1 milhão a 1,3 milhão de m3/dia.




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