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Campo Grande, Quinta-feira, 27 de Julho de 2017

22/06/2017 11:12

Entidades minimizam exportações suspensas e falam em ação de rotina

Priscilla Peres
Suspensão é mais um capítulo de polêmicas envolvendo o grupo. (Foto: André Bittar)Suspensão é mais um capítulo de polêmicas envolvendo o grupo. (Foto: André Bittar)

O governo do Estado e a SFA (Superintendência Federal de MS) minimizaram a ação do ministério em suspender as exportações de carne bovina de uma unidade do JBS no Estado, para os Estados Unidos. Segundo eles, é uma situação rotineira que ganhou repercussão devido aos últimos escândalos envolvendo a cadeia da carne.

Além da unidade de Campo Grande da JBS, estão impedidos de exportar também outros três frigoríficos da Marfrig em São Gabriel (RS), em Promissão (SP) e Paranatinga (MT) – e um da Minerva, em Palmeiras de Goiás.

"A informação que temos do Ministério da Agricultura é que essas suspensões são preventivas. O Ministério está trabalhando para que essas carnes não sejam devolvidas porque entende que não é uma contaminação, é uma reação à vacina. Não é problema de abate no frigorífico, não é problema de sanidade. Então, me parece que, talvez, a atitude tenha sido um pouco exagerada para o que foi identificado", disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck.

O superintentende da SFA/MS, Celso de Souza Martins concorda e explica que a situação é pontual e deve ser normalizada nos próximos dias, assim que os frigoríficos responderem as demandas do ministério. Ele ainda destaca que a suspensão vale apenas para a carne in natura e não processadas.

"O impacto será muito pequeno, já que afeta apenas um segmento específico e outros unidades poderão fornecer esse produto aos EUA. Se fosse também para carne processada o impacto seria maior", destaca Celso.

Unidade de Campo Grande está com exportações para os EUA suspensas. (Foto: Divulgação)Unidade de Campo Grande está com exportações para os EUA suspensas. (Foto: Divulgação)

Motivo - A suspensão aconteceu porque o ministério identificou reações da vacinação contra a febre aftosa nos animais abatidos. Celso Martins afirma que há muito tempo os produtores questionam o fato de as vacinas deixarem reações no animal, principalmente quando a aplicação não é no local correto, pratica comum entre os pecuaristas.

O problema interno não é visível e nem grave, segundo ele, mas é evitado para que não chegue até o consumidor. A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) afirma que esta é uma ação preventiva temporária, adotada pelo Ministério para que sejam evitados problemas no mercado americano.

"A iniciativa demonstra a responsabilidade do Brasil no que diz respeito à condução de suas exportações. A Abiec reafirma que a produção de carne bovina brasileira segue os mais altos padrões de vigilância sanitária e de qualidade", diz a nota.

Má fase - O problema é que esse é só mais um caso que se soma aos vários escândalos envolvendo a cadeia da carne no primeiro semestre do ano. Em seis meses, viraram manchetes a Operação Carne Fraca, que encontrou irregularidades na carne brasileira, a delação do JBS que atingiu toda a cúpula da política e suas consequências.

Férias coletivas, vazamentos de amônia e agora, a suspensão das exportações, são fatos recentes que colocam em xeque a qualidade da carne e alertam a população para escândalos internacionais.




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