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Economia

Estamos aquém do que podemos, diz Reinaldo sobre agricultura familiar

Durante Feira Orgânica, na Praça do Rádio, foram entregues equipamentos para ajudar na produção

Por Mayara Bueno | 04/07/2018 09:55
Da esquerda à direita, secretário Luiz Fernando, governador Reinaldo Azambuja, secretário de Desenvolvimento, Jayme Verruck. (Foto: Marina Pacheco).
Da esquerda à direita, secretário Luiz Fernando, governador Reinaldo Azambuja, secretário de Desenvolvimento, Jayme Verruck. (Foto: Marina Pacheco).

Produtores da agricultura familiar receberam, nesta quarta-feira (dia 4), equipamentos para fortalecer o setor, entre eles, patrulhas mecanizadas. A entrega ocorreu na Feira Orgânica, na Praça do Rádio, em Campo Grande, com a presença do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), além de secretários municipais.

A escolha pelo local levou em consideração o dia em que os produtores vendem seus produtos orgânicos. As máquinas entregues serão destinadas justamente para os produtores que compõem o Cinturão Verde de MS.

São três patrulhas mecanizadas, além de 644 equipamentos, segundo anunciou em discurso o governador. O dinheiro da compra foi liberado por meio de emenda do senador Waldemir Moka (MDB).

Patrulha mecanizada, entregue nesta quarta. (Foto: Marina Pacheco).
Patrulha mecanizada, entregue nesta quarta. (Foto: Marina Pacheco).

De acordo com o secretário da Sedesc (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico), Luiz Fernando Buainain, o investimento tem de mudar o quadro, que aponta para, em MS, o consumo de apenas 7% do que é produzido aqui.

Reinaldo afirmou que existem 70 mil famílias que dependem da agricultura no Estado e, por isso, precisam de ajuda. Falta, ainda, a titularização de muitas áreas. "É uma luta constante. Importante fortalecer a agricultura familiar para ampliar a renda. Estamos muito aquém do que podemos".

Outra medida que ajudaria o setor, afirma o governador, é fazer com que as famílias da agricultura familiar negociem a venda de seus produtos diretamente com os atacadistas. "Acabar com atravessadores, que negociam e acabam ficando com a maior parte do lucro".

Por parte do governo, a ideia é também dialogar com quem fornece alimentação para os presídios, para incluir os agricultores familiares. "O objetivo é fortalecer e, com isso, a gente melhora a renda".