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Economia

Estudo econômico mostra que Natal de 2015 foi o pior dos últimos quatro anos

Mariana Rodrigues | 16/01/2016 11:03
Vendas do comércio no Natal de 2015 foi considerado um dos piores dos últimos anos.(Foto: Gerson Walber/Arquivo)
Vendas do comércio no Natal de 2015 foi considerado um dos piores dos últimos anos.(Foto: Gerson Walber/Arquivo)

Dados do movimento do comércio varejista de Campo Grande apontam que os meses de novembro e dezembro de 2015 estiveram abaixo da média de movimento se comparado ao mesmo período do ano de 2014. Com isso, o Natal do ano passado, data em que os comerciantes mais faturam, teve o pior desempenho dos últimos quatros anos.

As informações são do Boletim Econômico, no qual divulga o MCV (Movimento do Comércio Varejista). A ferramenta foi criada pela ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande) e apura a evolução dos dados do comércio.

A primeira análise, do economista Normann Kallmus, divulgada neste sábado (16), traz dados de movimento do comércio representados em pontos, comparando transações desde 2012. O MCV/ACICG foi desenvolvido com base fixa definida pela média do desempenho do ano de 2014.

Portanto, os valores acima de 100 são os que ultrapassam a média obtida no ano de 2014. Os valores abaixo de 100 estão aquém deste patamar médio.

De acordo com Normann, no mês de dezembro foi registrado 101 pontos, um crescimento natural do índice em relação a novembro, que teve 84 pontos. "Esse crescimento ficou muito abaixo do que se verificou em 2014, que foi de 101 pontos em novembro e 120 pontos em dezembro. O índice vem caindo desde 2012, quando registrou 137 pontos, contra os 109 pontos registrados em 2013", conta o economista.

A previsão para o mês de janeiro, segundo o economista é que caso se repita o comportamento sazonal verificado em anos anteriores, o índice de transações entre empresas deverá ter um leve aumento neste mês. "O comportamento é bastante compreensível, considerando que muitas empresas reduzem as atividades no fim do ano e várias concedem férias coletivas, no entanto, o fato de ter se registrado um volume tão abaixo do verificado em exercícios anteriores, estabelece algum grau de alerta", conclui.

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