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Economia

Festa junina rende R$ 1,16 milhão em comida, 97% pago por campo-grandenses

Levantamento da prefeitura aponta gasto médio de R$ 77,40 por pessoa durante o evento

Por Kamila Alcântara | 20/06/2026 07:25
Festa junina rende R$ 1,16 milhão em comida, 97% pago por campo-grandenses
Menina come carreteiro, acompanhado de vinagrete, durante o 24º Arraial de Santo Antônio (Foto: Divulgação PMCG)

O 24º Arraial de Santo Antônio movimentou cerca de R$ 1,16 milhão em recursos obtidos apenas com venda de alimentos nos quatro dias de festa, segundo levantamento do Observatório de Turismo de Campo Grande. O dado mostra força econômica para barracas, comerciantes e trabalhadores envolvidos no evento, mas revela que a festa foi sustentada quase inteiramente pelo público local, sem presença de turistas.

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O 24º Arraial de Santo Antônio movimentou cerca de R$ 1,16 milhão em alimentação durante quatro dias, com gasto médio de R$ 77,40 por participante, segundo o Observatório de Turismo de Campo Grande. A festa foi sustentada por público local, já que 97% dos 426 entrevistados eram moradores da cidade. O evento reuniu maioria jovem e feminina, com avaliação positiva: 48,36% classificaram a experiência como excelente.

A pesquisa de perfil e satisfação dos participantes foi feita entre os dias 11 e 14 de junho, com 426 entrevistas presenciais. O levantamento considera público estimado de 15 mil pessoas, com nível de confiança de 95% e margem de erro de aproximadamente 4,7%.

Segundo o estudo, 97% dos entrevistados eram moradores de Campo Grande. Turistas representaram apenas 3% da amostra. Entre os visitantes de fora, todos disseram estar hospedados em casa de amigos ou parentes, o que indica que o evento teve pouco ou nenhum impacto direto sobre a rede hoteleira dentro do grupo pesquisado.

Por isso, o número mais forte da festa está no consumo imediato. O gasto médio diário com alimentação foi estimado em R$ 77,40 por participante. A partir desse valor, o Observatório calculou a movimentação de aproximadamente R$ 1,161 milhão ao longo dos quatro dias.

O levantamento também mostra que o público não foi apenas de passagem. Ao todo, 43,6% dos entrevistados disseram ter participado de todos os dias do evento. Outros 29,86% foram em apenas um dia, 21,01% em dois dias e 5,53% em três dias.

Na divisão dos gastos com alimentação, a maior faixa ficou entre R$ 50 e R$ 99 por dia, apontada por 34,98% dos entrevistados. Outros 29,34% disseram ter gastado até R$ 49. Já 16,43% afirmaram ter consumido entre R$ 100 e R$ 149. Acima de R$ 200, ficaram 6,34% dos participantes. Houve ainda 7,51% que disseram não ter tido gasto.

Apesar da baixa participação de turistas, a Prefeitura destacou um dado considerado positivo para o setor: entre os visitantes de fora, 36,36% permaneceram em Campo Grande por cinco dias ou mais. Outros 27,27% ficaram um dia, 18,18% dois dias e 18,18% três dias. A amostra, porém, é pequena, já que os turistas representam apenas 3% dos entrevistados.

O perfil do público foi majoritariamente jovem e feminino. Pessoas de 18 a 25 anos foram 45% dos participantes ouvidos. Na sequência aparecem os grupos de 26 a 35 anos, com 21%, 36 a 45 anos, com 15%, 46 a 60 anos, com 12%, e maiores de 60 anos, com 4%. Mulheres foram 58,45% dos entrevistados, homens 41,31% e 0,23% preferiu não dizer.

A escolaridade predominante foi ensino médio completo, informado por 56,81% do público. Ensino superior completo apareceu em 20,19% das respostas, ensino fundamental completo em 11,27%, pós-graduação completa em 7,28% e ensino técnico completo em 4,46%.

A avaliação do evento foi positiva. Conforme a pesquisa, 48,36% classificaram a experiência como excelente, 33,10% como ótima e 18,54% como boa. Não aparecem, no gráfico divulgado, percentuais para avaliações regulares ou ruins.

O levantamento foi produzido pelo Observatório de Turismo de Campo Grande, vinculado à Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável). O secretário Ademar Silva Junior afirmou que a produção de dados ajuda no planejamento de políticas públicas e no fortalecimento do turismo local.

“A produção de dados confiáveis é fundamental para a construção de políticas públicas mais eficientes, capazes de promover o desenvolvimento turístico sustentável, fortalecer a economia local e ampliar a competitividade de Campo Grande como destino turístico”, termina.

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