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Direto das Ruas

Rato morto, tesoura e lixo: mulher relata 3 anos de conflitos com vizinhos

Moradora do Vida Nova diz ter registrado boletins e acusa família de arremessar objetos sobre muro

Por Gabi Cenciarelli | 21/06/2026 12:57


RESUMO

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Moradora do Bairro Vida Nova, em Campo Grande, denuncia que vizinhos jogam lixo, restos de comida, pedras, garrafas, tesoura, presilhas metálicas e até um rato morto em seu quintal há três anos. Veterinária e mãe de uma menina de 10 anos, ela registrou boletins de ocorrência, acionou órgãos públicos e contratou advogada, mas afirma que o problema persiste. A filha desenvolveu medo de ficar no quintal e trata o assunto em acompanhamento psicológico.

Um rato morto encontrado no quintal foi a gota d'água para uma moradora do Bairro Vida Nova, em Campo Grande. Segundo ela, o animal teria sido arremessado por cima do muro da casa vizinha, onde, há três anos, convive com uma sequência de episódios que incluem lixo, restos de comida, pedras, pedaços de madeira, garrafas, tesoura e até objetos metálicos lançados para dentro da residência.

Veterinária, mãe de uma menina de 10 anos e tutora de animais domésticos, a mulher afirma que já registrou boletins de ocorrência, procurou órgãos públicos, contratou advogada e instalou câmeras de monitoramento, mas diz que o problema continua sem solução.

"Eu nunca sei o que vai cair no meu quintal", resume.

A situação, segundo ela, começou após a casa ao lado passar a ser ocupada por uma família formada por um casal e dois filhos. Inicialmente, apareciam sacos de lixo, restos de comida e sujeira. Com o passar do tempo, os objetos passaram a representar risco, segundo a denunciante.

Rato morto, tesoura e lixo: mulher relata 3 anos de conflitos com vizinhos
Objetos encontrados no quintal foram fotografados pela moradora. (Foto: Direto das Ruas)

Entre os materiais encontrados dentro do imóvel, ela cita pedras, pedaços de madeira, garrafas PET, presilhas metálicas, tesoura e até um rato morto. A preocupação vai além dos transtornos causados pela sujeira.

"Eu tenho uma filha e tenho animais. Não sei se esse rato estava envenenado. Não sei se a comida que jogam tem algum produto. Vivo preocupada com a segurança deles", afirma.

Em um dos episódios mais recentes, ela conta que encontrou diversas presilhas metálicas espalhadas na grama logo após realizar serviços de limpeza no quintal.

Segundo a moradora, o receio é que os objetos atinjam pessoas, animais ou até sejam lançados contra equipamentos utilizados na manutenção da residência.

Rato morto, tesoura e lixo: mulher relata 3 anos de conflitos com vizinhos
Denúncia inclui lixo, restos de comida e materiais arremessados sobre o muro. (Foto: Direto das Ruas)

A denúncia não se limita aos relatos feitos à imprensa. No dia 9 de junho deste ano, a mulher registrou boletim de ocorrência na 7ª Delegacia de Polícia relatando que a vizinha vinha praticando atos reiterados de perturbação e hostilidade. No documento, ela afirma que objetos diversos, restos de alimentos, animais mortos e lixo teriam sido lançados para dentro do imóvel de forma recorrente.

O registro também menciona que fotografias foram anexadas ao procedimento policial, incluindo imagens de um rato morto, de uma tesoura e de presilhas metálicas encontradas no quintal.

A Polícia Civil também foi acionada anteriormente. Em março de 2025, a mesma moradora registrou outro boletim de ocorrência por injúria e ameaça após uma discussão motivada por lixo jogado entre os imóveis.

Ela afirma que, desde então, passou a evitar permanecer no quintal da própria casa. A situação também teria afetado a filha, que costumava brincar ao ar livre.

Segundo a mãe, a menina desenvolveu medo de permanecer na área externa da residência e passou a relatar o assunto durante acompanhamento psicológico.

"Minha filha não gosta mais de ficar no quintal. Ela fala que quer mudar dali. É triste porque essa casa foi uma conquista para nós", conta.

Além dos boletins de ocorrência, a moradora afirma ter procurado o Conselho Tutelar, a Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista), a proprietária do imóvel e a imobiliária responsável pela locação.

A principal reclamação dela, porém, não é apenas em relação aos vizinhos. "Os problemas são eles, mas a omissão é de quem sabe o que acontece e não faz nada. Faz três anos que isso acontece", diz.

Rato morto, tesoura e lixo: mulher relata 3 anos de conflitos com vizinhos
Caso é alvo de denúncia na Polícia Civil. (Foto: Direto das Ruas)

Ela relata ainda que já gastou dinheiro com limpeza, monitoramento, manutenção da residência e assistência jurídica para tentar resolver a situação.

Na avaliação da moradora, a sensação é de que a própria rotina dentro de casa foi alterada.

"Eu não consigo receber visita, fazer uma confraternização ou simplesmente ficar tranquila no quintal sem pensar no que pode vir por cima do muro", afirma.

A reportagem esteve no endereço citado pela denunciante na tarde deste sábado (21), mas não conseguiu contato com os moradores apontados por ela. O espaço permanece aberto para manifestação da família, da proprietária do imóvel e da imobiliária mencionadas na denúncia.

Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.