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Economia

FCO: Conselho Gestor analisa 80 cartas-consulta em primeira reunião do ano

Maioria são demandas do setor rural e prioridade é para correção do solo

Por Cleber Gellio | 20/01/2022 17:43
Conselho em primeira reunião do ano para tratar dos investimentos do FCO (Foto: Divulgação)
Conselho em primeira reunião do ano para tratar dos investimentos do FCO (Foto: Divulgação)

Em primeira reunião do ano, nesta quinta-feira (20), o CEIF-FCO (Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO) analisou 80 cartas-consulta. A demanda de investimentos totaliza R$ 236.313.926,66. Desse total, destacam-se: 9 projetos para Suinocultura no valor total de R$ 73.944.943,16, três projetos em Avicultura (R$ 21.501.747,36), três projetos para armazenamento (R$ 23.651.930,00) e quatro projetos na área de correção de solo, pleiteando valor de R$ 8.120.315,06.

“Normalmente é uma reunião para aprovar as novas diretrizes, definir as prioridades e os critérios de procedimentos. No entanto, nesse ano tivemos um volume elevado de cartas-consulta já na primeira reunião, foram 80 ao todo”, disse o secretário da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruck, que também preside o Conselho.

É o maior volume de recursos de todos os tempos para Mato Grosso do Sul, disponibilizado pelo Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). São R$ 2,3 bilhões, sendo que 50% são destinados a financiar investimentos na área rural e 50% na área empresarial, que compreende a indústria, o comércio, os serviços e demais atividades não rurais. No ano passado o FCO disponibilizou R$ 1,7 bilhão ao Estado.

“Iniciamos o ano com uma situação bastante positiva. Foram analisadas 80 cartas-consulta na reunião de hoje, mostrando a forte demanda que tem. A maioria são demandas do setor rural, mas na própria discussão dessa linha de investimento observamos uma diversidade grande, ou seja, são demandas da Suinocultura, da Avicultura, para correção de solo e armazenamento. O FCO tem essa capacidade de fazer um retrato do estágio de desenvolvimento do Estado”, frisou.

De acordo com Verruck, uma prioridade do governo do Estado, por meio do Programa Pro Solo, é a correção do solo e os números do FCO mostram que os agricultores estão respondendo de modo significativo a esse estímulo. “Temos uma demanda expressiva também no setor de irrigação, o que pode ter ocorrido em função da seca”, destaca.

O secretário manifestou confiança de que, ainda em janeiro, deva ser aprovada a proposta de Mato Grosso do Sul, encaminhada no ano passado ao Ministério de Desenvolvimento Regional – e em tramitação para ser pautada junto ao Conselho Monetário Nacional – que altera as regras de correção dos financiamentos do FCO Empresarial, passando a ser também pré-fixados, como já ocorre com o FCO Rural.

Atualmente, a taxa de juros do FCO Empresarial é pós-fixada e devido à pressão inflacionária, teve uma variação bastante diferente. A proposta é oferecer ao empresário tanto a opção de taxa pós quanto pré-fixada. “Nosso grande desafio é aplicar todo o valor disponibilizado ao FCO Empresarial, sobretudo no fomento dos pequenos e médios negócios”, concluiu.

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