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Economia

Governo quer atrair “âncoras” que ampliem as atividades econômicas em MS

Governador aponta que o ideal é atrair empresas que movimentem cadeias produtivas

Por Maristela Brunetto | 23/02/2024 15:17
Riedel menciona celulose como uma produção que alavanca uma série de empreendimentos (Foto: Arquivo Governo/ Saul Scharamm)
Riedel menciona celulose como uma produção que alavanca uma série de empreendimentos (Foto: Arquivo Governo/ Saul Scharamm)

 O governador Eduardo Riedel (PSDB) sustentou que o Estado deve oferecer seu potencial ao mercado em diferentes áreas da economia, pensando em atividades que estimulem uma cadeia de serviços. Ele lembra que há uma vocação inicial que é a indústria da transformação, diante das matérias primas presentes em Mato Grosso do Sul, sendo “importante, porque o Mato Grosso do Sul já é muito forte nisso”. As empresas desse segmento “são muito bem vindas e competitivas”, conforme ele.

A declaração ocorreu esta manhã, após a participação do início das obras de um centro de qualificação de trabalhadores em Ribas do Rio Pardo, do Sesi, onde se encontra o maior investimento privado do Brasil, a construção de uma fábrica de celulose da Suzano, que vai entrar em atividade em junho.

Riedel utilizou o empreendimento como um exemplo para o que chamou de âncoras, iniciativas que podem induzir outros setores da economia diante da movimentação de pessoas e recursos que geram, como hotelaria, restaurantes e construção civil. No caso da Suzano, a construção da fábrica, em um investimento estimado em cerca de R$ 22 bilhões, atraiu muitas empresas não só para a cidade, mas para a região, chegando a movimentar o setor de locação de moradias em Campo Grande.

Governador menciona a vocação na indústria transformadora, mas também vê turismo como aposta "robusta (Foto: Marcos Maluf)
Governador menciona a vocação na indústria transformadora, mas também vê turismo como aposta "robusta (Foto: Marcos Maluf)

Citando a celulose, ele pontuou que o produto pode se desdobrar em outros empreendimentos, como a produção de embalagens, papel, o uso da madeira para móveis, para que a atividade não se resuma na exportação da celulose. Ele diz pretender isso para outras cadeias, como da carne e de proteína vegetal.

O governador menciona que a expansão de atividades tem ocorrido de forma descentralizada, “com um rigoroso processo de desenvolvimento”, medido com o nível de pessoas empregadas, que “é muito linear”. O governo tem apontado que a economia do Estado cresceu na média de 6% no ano passado, terceira maior taxa do País.

Riedel citou visita que fez ontem a Bodoquena, cidade que tem o crescimento ligado ao turismo, com recursos naturais parecidos com Bonito, mas ainda menos explorados. Segundo ele, há movimentação para reformar hotéis, guias estudando sobre os recursos naturais e também a preocupação com o aprendizado do inglês para atender os turistas.

Ele considera o turismo como uma das principais indústrias a ser desenvolvida, uma “área robusta” para a economia, diante da oferta de belezas no Estado, “abençoado”, mencionado Bonito e Bodoquena, mas também outros locais como Costa Rica, que tem cachoeira, e Alcinópolis, com grutas com arte rupestre e caniôns.

Alcinópolis e as grutas com arte ruprestre: aposta nestes recursos em um estado "abençoado"
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