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Economia

Governo vai separar crédito para motoristas do novo Desenrola

Programa será dividido: primeiro renegocia dívidas e depois libera financiamento para categorias como taxistas

Por Ângela Kempfer | 29/04/2026 14:55
Governo vai separar crédito para motoristas do novo Desenrola
Motorista de aplicativo em Campo Grande (Foto: Arquivo)

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que o crédito voltado a motoristas não fará parte da nova fase do Desenrola Brasil. A decisão do governo foi dividir o pacote em duas etapas: uma para reduzir o endividamento e outra para liberar novos empréstimos.

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O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, confirmou que o crédito para motoristas não integrará a primeira fase do Desenrola Brasil, prevista para iniciar na próxima segunda-feira com foco em renegociação de dívidas. O programa permitirá uso de até 20% do FGTS para quitar débitos de trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos, com estimativa de movimentar entre R$ 4,5 bilhões e R$ 8 bilhões.

A primeira fase começa na próxima segunda-feira e será focada na renegociação de dívidas. O detalhamento das regras ficará sob responsabilidade do Ministério da Fazenda. A expectativa é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva antecipe os principais pontos em pronunciamento no Dia do Trabalho.

Segundo o ministro, a lógica é simples: primeiro aliviar a situação de quem está endividado, depois abrir espaço para crédito e investimento. Nessa segunda etapa, devem entrar linhas específicas para motoristas profissionais, como taxistas e caminhoneiros.

Uma das principais apostas do governo é permitir o uso de parte do FGTS para quitar dívidas. A proposta prevê liberar até 20% do saldo para trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos, desde que haja desconto na negociação. O valor iria direto para o credor.

A estimativa é movimentar entre R$ 4,5 bilhões e R$ 8 bilhões. O pacote também deve restringir o uso de dinheiro em apostas online para quem aderir ao programa, numa tentativa de evitar que a dívida volte.