Falha no Nubank foi causada quando desenvolvedor acionou ferramenta errada
Fluxo automatizado foi ativado por engano e disparou aviso sobre suposta liquidação do banco
As mensagens que alarmaram clientes do Nubank na sexta-feira (12), sugerindo uma suposta liquidação extrajudicial da instituição, foram geradas após um erro interno em um sistema de comunicação usado em cenários reais de intervenção bancária.
RESUMO
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Segundo o próprio banco, um desenvolvedor acionou por engano um fluxo automatizado criado para disparar avisos quando o Banco Central do Brasil decreta a liquidação de instituições financeiras. Esse tipo de sistema é utilizado para comunicar clientes sobre a situação de bancos nos quais eles tenham investimentos.
O problema começou quando o fluxo foi ativado sem haver uma instituição real vinculada ao processo. Nesse cenário, o sistema interpretou a ausência de dados e acabou preenchendo automaticamente o campo com o nome “Nubank” como valor padrão, disparando as mensagens falsas.
De acordo com informações internas e relatos de funcionários, o erro ocorreu dentro da equipe responsável pela comunicação com clientes. As mensagens foram enviadas por diferentes canais, como aplicativo, e-mail e SMS, mas atingiram apenas uma parte dos usuários, já que o envio foi interrompido rapidamente após a identificação da falha.
Há ainda a hipótese de que o sistema envolvido utilize automação com inteligência artificial. Nesse caso, a ferramenta poderia ter preenchido o campo em branco de forma preditiva, associando o fluxo ao próprio banco. O Nubank não confirmou oficialmente essa possibilidade.
A fundadora da instituição, Cristina Junqueira, classificou o episódio como um erro “bizarro”, reforçando que se tratou de uma falha operacional e não de qualquer risco real ao banco.
O banco informou que o sistema foi corrigido após a ocorrência e que medidas foram adotadas para evitar novas ativações indevidas. O Fundo Garantidor de Créditos também apareceu nas mensagens enviadas, o que ampliou a preocupação entre clientes, já que o conteúdo simulava um cenário de liquidação.
Apesar do susto, o banco e o Banco Central confirmaram que não houve qualquer processo de liquidação e que a instituição segue operando normalmente.


