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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

10/12/2010 10:12

Ibama notifica mineradora da Vale por utilizar porto sem licenciamento

Marta Ferreira

MCR tem 30 dias para iniciar regularização do terminal

 Ibama notifica mineradora da Vale por utilizar porto sem licenciamento

A MCR (Mineração Corumbaense Reunida), empresa do grupo Vale, foi notificada pelo Ibama por estar utilizando um porto às margens do Rio Paraguai que não possui licenciamento ambiental para escoar a produção. A notificação foi emitida na quarta-feira e dá prazo de um mês para que a MCR providencie o licenciamento do Porto Gregório Curvo, que fica na região de Porto Esperança.

O porto não foi embargado. Isso só ocorrerá caso a mineradora não cumpra o prazo estipulado na notificação para dar início aos procedimentos para obter o licenciamento junto ao Ibama. O terminal é da MCR, segundo o órgão.

A informação oficial era de que o porto estava desativado. Sua utilização foi descoberta após a realização de uma expedição de funcionários do Ibama no mês passado, que percorreu o Rio Paraguai para identificar crimes ambientais.

Moradores da região reclamaram da presença do pó do minério estocado ao ar livre no porto, o que comprovou a utilização do espaço e levou o Ibama a notificar a MCR.

Segundo o coordenador do Núcleo de Licenciamento Ambiental do órgão no Estado, Reginaldo Yamaciro, a MCR havia apresentado propostas para ampliação das instalações, quando era do grupo Rio Tinto, que foi comprado pela Vale em janeiro de 2009.

Regularização-Depois da aquisição, as propostas ficaram paralisadas. Agora, com a notificação da Vale, ele acredita que devem ser retomadas. Yamaciro disse que não foi feito o embargo porque os portos às margens do Rio Paraguai são anteriores à Legislação Ambiental.

Durante o processo de regularização, explicou, deverão ser discutidas as necessidades, como a implantação de silos ou armazéns para que o minério não fique exposto, estrutura de abastecimento de combustível, entre outros.

O Ibama, informou, está fazendo um trabalho de regularização dos terminais que existem ao longo do Rio Paraguai, entre eles o Porto Geral de Corumbá, o de Ladário, e os que são utilizados pelas mineradoras.



Concordo com o lindinho do Marco. os moradores tem que entender esse fato.
 
leandro Araujo em 10/12/2010 12:13:50
Acredito que o pó do minerio deva incomodar os moradores da região, mais isso não e motivo pra interditar os serviços, bastava para tanto que instruisse os responsáveis pelo
produto de que molhasse diariamente e quando da descarga dos mesmo.
Como sempre as atitudes do IBAMA são feitas sem criterios e muitas vezes inlfluenciado
por ONGs, que simplismente não desejam o desenvolvimento do país e são financiadas por
grupos estrangeiros que não admitem concorrência.
Isso é o que acontece vergonhosamente no Brasil.
 
Marco Aurelio em 10/12/2010 11:05:18
Duas são as faces hora expostas: econômica e ambiental, mas com ausência das partes interessadas. Como resolver a demanda? depende muito do propósito e desejo do que é pretendido. A MCR / Vale acredito deve ter fundamento de "descobridores" dos recursos naturais presentes na região, qual impacto, todos devem buscar a partilhar e vislumbrar qual caminho a ser adotado com amparo do órgão ambiental local. O diálogo acredito que será o caminho, como meu avô Geraldido M. de Barros comentava ainda na Porto Esperança de antanho. (www.blig.ig.com.br/audit)
 
Emmanuel Queiroz Filho em 10/12/2010 10:11:29
O fato de não ter licença ambiental junto ao Ibama complica né. O embargo não foi feito porque os portos são anteriores à Legislação Ambiental? Faça favor. Vamos regularizar isso aí em Ibama!
 
Francieli Didone em 10/12/2010 04:49:29
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