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Economia

IFood confirma vazamento de dados de 1,2 milhão de usuários

Empresa diz que ataque de hackers de dezembro de 2025 foi contido rapidamente e não afetou senhas ou pagamento

Por Ângela Kempfer | 03/06/2026 13:38
IFood confirma vazamento de dados de 1,2 milhão de usuários
Moto de entregador do iFood, estacionada na periferia de Campo Grande (Foto: Arquivo)

O iFood comunicou nesta quarta-feira (3) que dados de cerca de 1,2 milhão de usuários foram expostos, o que corresponde a 2% da base total da plataforma. O incidente ocorreu em dezembro de 2025 e foi rapidamente contido pelos protocolos de segurança da empresa.

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iFood confirmou que dados de 1,2 milhão de usuários foram expostos em dezembro de 2025, correspondendo a 2% de sua base. O vazamento envolveu nome e CPF, sem comprometer senhas ou dados financeiros. A empresa negou que 43 milhões de cadastros tenham sido afetados, como alegou um usuário da dark web. O iFood não notificou a ANPD por considerar o risco irrelevante. Especialistas alertam para riscos de golpes digitais com os dados expostos.

A divulgação acontece após um usuário do fórum BreachForums, uma comunidade na dark web, área da internet que não aparece em buscadores comuns e é conhecida por transações ilegais, afirmar que possuía informações de mais de 43 milhões de clientes, incluindo CPF, nomes, e-mails, telefones e dados de cartões de crédito.

O iFood disse não ter encontrado evidências de que esse número massivo de cadastros tenha sido comprometido.

Segundo a empresa, o vazamento limitado envolveu apenas dados cadastrais, como nome e CPF, sem afetar senhas, métodos de pagamento ou registros financeiros. Por isso, o iFood não notificou a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), alegando que não houve risco ou dano relevante aos usuários.

Especialistas alertam que dados como CPF, e-mail e telefone podem ser usados em golpes digitais, como phishing, quando criminosos se passam por empresas conhecidas para enganar a vítima e roubar informações, e smishing, que é o mesmo tipo de golpe, mas feito por SMS. Com esses dados, os golpistas conseguem criar mensagens mais convincentes e aplicar fraudes de identidade ou financeiras.

O suposto hacker, identificado como “bacen”, pediu que a empresa entrasse em contato até 10 de junho, com um valor não divulgado. O iFood reforçou que todas as comunicações oficiais são feitas apenas pelos canais da plataforma, orientando usuários a ignorar mensagens suspeitas e manter atenção redobrada a tentativas de golpes.