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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

28/01/2010 08:37

Índice que reajusta aluguéis volta a apresentar alta

Redação

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), teve alta de 0,63% em janeiro, ante deflação de 0,26% registrada em dezembro. A taxa serve de referência para os reajustes de contratos de aluguel. Foram registrados acréscimos nos três componentes do IGP-M: Índice de Preços por Atacado (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

O IPA passou de -0,50% para 0,51%, influenciado, principalmente, pelo grupo de bens finais com variação de 0,76%. Nos subgrupos, os destaques são os alimentos processados, que passaram de -1,27% para 2,83%, resultado que reflete a alta dos produtos in natura e dos combustíveis. Nos bens intermediários, a taxa subiu de -0,22% para 0,63%, puxada pelo subgrupo de materiais e componentes para manufatura (de -0,17% para 0,69%).

Outro componente do IPA, o índice de matérias-primas brutas se manteve com variação negativa (-0,06%), mas em ritmo menos acentuado do que em dezembro (-0,66%). Entre as principais elevações estão o arroz em casca (de -1,63% para 8,09%), o leite in natura (de -5,26% para -1,85%) e os itens bovinos (de -2,43% para 0,37%). No mesmo período, houve decréscimos em minério de alumínio (de 1,30% para -14,05%); na soja em grão (de -1,56% para -5,49%) e laranja (de 8,90% para 5,39%).

O IPC apresentou variação de 1%. ante 0,20%. Seis dos sete grupos de despesas tiveram aumento, sendo que as maiores elevações ocorreram em alimentação (de 0,05% para 1,42%) e transportes (de 0,22% para 2,29%). Entre os produtos alimentícios, os que mais tiveram alta foram as hortaliças e legumes (de -1,23% para 3,49%) e, no caso dos transportes, o impacto foi causado pelo reajuste da tarifa de ônibus urbano (de 0,00% para 4,69%).

Em educação, leitura e recreação, a taxa subiu de 0,32% para 1,69%, com reflexo, principalmente, dos cursos formais (de 0,00% para 3,55%); em saúde e cuidados pessoais, de de 0,13% para 0,35%, com destaque para os artigos de higiene e cuidado pessoal (de -0,37% para 0,40%); em despesas diversas, de 0,20% para 0,42%, com destaque para o reajuste da mensalidade de TV por assinatura (de -0,01% para 1,00%) e em habitação, de 0,21% para 0,23%, resultado que reflete a alta de material para limpeza (de -0,17% para 1,22%).

Já o grupo vestuário teve um decréscimo na taxa de variação, passando de 0,95% para 0,44%. Os calçados ficaram mais baratos (de 1,10% para -0,14%) e as roupas já não estão tão caras quanto antes (de 1,00% para 0,70%).

O terceiro componente do IGP-M, o INCC aumentou de 0,20% para 0,52%, resultado que representa acréscimos nos três grupos que formam esse índice: materiais e equipamentos (de 0,21% para 0,23%); serviços (de 0,33% para 1,28%) e mão de obra (de 0,16% para 0,60%).

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