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22/09/2011 07:38

Indústria bate recorde na geração de empregos e alcança 125,6 mil postos em MS

Edmir Conceição*

Apenas o segmento indústria de transformação abriu 5.879 novas vagas de janeiro a agosto deste ano, segundo a Fiems

Setor gráfico é um dos segmentos industriais com mercado aquecido. (Foto: NCS/Fiems)Setor gráfico é um dos segmentos industriais com mercado aquecido. (Foto: NCS/Fiems)

O setor industrial de Mato Grosso do Sul, composto pelas indústrias de transformação, de extrativismo mineral, de construção civil e de serviços de utilidade pública, bateu no mês de agosto mais um recorde na geração de empregos formais no ano com 11.933 novas vagas e já registra um total de 125.660 postos de trabalho no Estado, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego. Para se ter uma idéia, apenas os segmentos indústria de transformação e indústria da construção civil geraram juntos 11.119 vagas, sendo 5.879 pelo primeiro e 5.240 pelo segundo.

Além disso, ainda conforme o Radar da Fiems, o setor industrial corresponde por 37,2% do total de novos empregos criados em Mato Grosso do Sul no ano, enquanto na seqüência aparecem os setores de serviços, com 10.956 vagas ou 34,2%, agropecuária, com 5.530 vagas ou 17,3%, e comércio, com 3.652 vagas ou 11,4% do total de novos empregos criados em 2011. O Estado, com o saldo acumulado em março, obteve a marca de 592,8 mil postos formais de trabalho, indicando uma elevação equivalente a 7,61% sobre o estoque total verificado ao fim de 2010.

Com saldo de 540 empregos formais criados no mês de agosto, a indústria mantém a parcela de 21% de todo o emprego formal existente no Estado, ficando atrás somente dos setores de serviços (26%) e administração pública (23%), com um total de 155 mil e 133,9 mil empregos formais, respectivamente. O resultado obtido em agosto faz com que o setor industrial em Mato Grosso do Sul acumule sucessivos recordes no estoque total de empregos formais.

Índice - Pelo Índice de Evolução do Emprego Formal na Indústria, calculado pelo Radar da Fiems, o segmento industrial, na posição verificada em agosto, foi de 184,1 pontos, pontos, indicando um crescimento de 84% sobre o estoque do ano base de 2005, quando o setor empregava 68.269 trabalhadores. Na mesma comparação, o setor de serviços apresentou um índice de 155,4 pontos e crescimento de 55%, o comércio com 138,7 pontos (+39%), a agropecuária com 122,4 pontos (+22%) e administração pública com 115,2 pontos (+15%).

No caso do emprego formal total em Mato Grosso do Sul, o índice de evolução alcançou a marca 141,4 pontos (+41%). Constata-se, deste modo, que no período compreendido entre 2005 e 2011, até o mês de agosto, o ritmo de expansão do emprego formal na indústria em Mato Grosso do Sul foi 30% maior que aquele apresentado pelo conjunto da economia estadual.

Já na mesma comparação, em relação aos segmentos de serviços, comércio, agropecuária e administração pública, o ritmo de expansão da indústria foi maior em 18%, 33%, 50% e 60%, respectivamente. Por fim, na comparação com o mês imediatamente anterior, os índices de evolução do emprego formal na agropecuária, serviços, indústria e comércio apresentaram desempenhos equivalentes a 1,3%, 0,7%, 0,4% e 0,3%, respectivamente. Já a administração pública, na mesma comparação, não apresentou alteração em seu índice.

NOTA TÉCNICA - A classificação utilizada pelo Sistema Fiems na apuração do emprego formal total existente nas atividades industriais do Estado utiliza-se do mesmo critério presente na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), organizada no âmbito da Comissão Nacional de Classificação (CONCLA), sob a coordenação de representante da Secretaria da Receita Federal e com a participação de representantes da administração tributária das esferas estadual e municipal e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Por fim, vale ressaltar que este é o mesmo critério usado pelo IBGE no cálculo das Contas Nacionais para a apuração do Produto Interno Bruto (PIB) para o segmento industrial. A CNAE classifica como indústria as atividades pertencentes às seções B (indústrias extrativas), C (indústrias de transformação), D (eletricidade e gás), E (água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação) e F (construção civil).

(*) Com informações do Núcleo de Comunicação Social da Fiems

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