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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

27/01/2014 14:41

Indústria precisa de 8,6 mil operários para manter "crescimento chinês"

Edivaldo Bitencourt e Lidiane Kober
Falta de qualificação é um desafio para a indústria contratar novos operários (Foto: Cleber Gellio/Arquivo)Falta de qualificação é um desafio para a indústria contratar novos operários (Foto: Cleber Gellio/Arquivo)

A indústria sul-mato-grossense se modernizou nos últimos anos e sofre com a falta de mão de obra qualificada para manter o ritmo de crescimento no Estado. No ano passado, o setor cresceu a ritmo chinês, com dois dígitos, mas a falta de operários preparados para tocar as moderníssimas máquinas é o principal gargalo.

Segundo levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria), a indústria de Mato Grosso do Sul precisa 8.682 trabalhadores em 2014 e 2015. São 4,3 mil operários que precisam ser qualificados por ano.

A maior parte, 58,7% (5,1 mil) são vagas na indústria de alimentos e bebidas (1,5 mil por ano), construção civil (757) e sucroenergético (297). A demanda de Mato Grosso do Sul é a terceira maior do Centro-Oeste, atrás de Goiás (21,9 mil) e do Mato Grosso (14,1 mil). No Brasil, em dois anos, o setor precisa de 1,1 milhão de novos operários.

“A dificuldade é real, a gente percebe no dia-a-dia e o empresário reclama que falta profissional com formação”, conta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Campo Grande, Rinaldo Salomão.

Só no ramo de alimentação, conforme o sindicalista, faltam operadores das máquinas moderníssimas. “As pessoas têm dificuldades de se adaptar à evolução, à informatização”, admite Salomão. Ele contou que muitos não tem interesse em se qualificar.

O mesmo problema ocorre nas usinas, onde moderníssimas máquinas realizam a colheita da cana-de-açúcar. Ele defende a realização de parcerias entre o poder público e o privado para qualificar trabalhadores para atender a demanda da indústria.

Só a falta de operários pode frear o crescimento a ritmo chinês do setor, que teve aumento de 17% no ano passado, segundo a Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul). O presidente da entidade, Sérgio Longen, prevê crescimento mais modesto neste ano, de 12%, mas bem acima da média nacional e ainda em nível considerado expressivo.

Para auxiliar nesta meta, o Senai (Serviço Nacional da Indústria) planeja oferecer cursos para 80 mil pessoas . “Nossa intenção, como entidade de formação profissional voltada para a indústria, é atender a demanda do setor em Mato Grosso do Sul por mão de obra qualificada”, pontuou o diretor-regional do Senai, Jesner Escandolhero. Ele acrescenta que esse esforço vai ao encontro das necessidades das indústrias instaladas no Estado, que ressentem da falta de mão de obra qualificada para ampliar sua produção.



estou a procura desses tijolos ecológicos como os da FOTO aqui em CG!! si alguem souber aonde fabrica e vende avisem por favor!!!?? no email elvinpereira7@hotmail.com ou no 91025663 watts.obrigado
 
elvin pereira em 28/01/2014 15:33:55
Fala sério!! eu não queria estar na pele dos empresários, um funcionário custa praticamente o dobro que ele recebe.
Vai pagar mais como??
Impostos e despesas sociais, são responsáveis pelos baixos salários....e de outro lado tem os que não querem ter um emprego fixo, pra não perder os benefícios da Bolsa Esmola.
É mais fácil achar 1000 pessoas que fazem os chamados (bicos) que achar 10 pessoas que queiram começar de baixo, e crescer nas empresas.
 
Eliria Dieckow em 27/01/2014 21:35:07
Parece piada a região centro oeste só tem 4 estados. E o pior de tudo e que o DF nem podemos dizer que e um estado ou seja estamos em ultimo lugar nas vagas de empregos na região centro oeste
 
Andre Luiz Tenorio Dantas em 27/01/2014 19:04:22
O problema não esta aqui ao acolá, mas sim na baixa remuneração que os trabalhadores recebem! O certo seria as empresas parecem com estas desculpas esfarrapadas e começarem a enxergar a necessidade do povo! Enquanto as elas pagarem salário mínimo, vagas ficarão em aberto.
 
Fabio Souza em 27/01/2014 18:41:38
Paga bem e não faltará mão de obra qualificada!
 
Valter Oliveira em 27/01/2014 15:26:42
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