Inflação em Campo Grande desacelera, mas segue pesando no bolso
Em dezembro, a variação mensal na Capital foi de 0,17%, menor que a registrada em novembro

A inflação em Campo Grande fechou 2025 em 3,14%, abaixo do índice nacional, que terminou o ano em 4,26%. O dado é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), responsável pelo cálculo do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), principal termômetro oficial da inflação no país. Em dezembro, a variação mensal na Capital foi de 0,17%, menor que a registrada em novembro, sinalizando desaceleração no fim do ano.
RESUMO
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A inflação em Campo Grande encerrou 2025 com índice de 3,14%, ficando abaixo da média nacional de 4,26%, conforme dados do IBGE. Em dezembro, a capital registrou variação mensal de 0,17%, menor que a do mês anterior, indicando desaceleração no final do ano. Apesar do cenário positivo em alguns setores, como Alimentação e Habitação, que apresentaram queda nos preços, outros grupos mantiveram tendência de alta. Transportes e Despesas pessoais registraram aumentos significativos, com destaque para o transporte por aplicativo e passagens aéreas. Saúde, cuidados pessoais e Habitação acumularam altas superiores a 4% no ano.
Entre as 16 capitais analisadas, Vitória (ES) registrou a maior inflação do ano, com 4,99%, enquanto Campo Grande (MS) apresentou o menor índice, de 3,14%.
Inflação em 2025 por capital:
- Vitória (ES): 4,99%
- Porto Alegre (RS): 4,79%
- São Paulo (SP): 4,78%
- Brasília (DF): 4,72%
- Aracaju (SE): 4,49%
- Recife (PE): 4,33%
- Goiânia (GO): 4,12%
- Fortaleza (CE): 4,06%
- Belo Horizonte (MG): 3,97%
- Curitiba (PR): 3,84%
- Salvador (BA): 3,80%
- Belém (PA): 3,75%
- Rio de Janeiro (RJ): 3,45%
- Rio Branco (AC): 3,27%
- São Luís (MA): 3,24%
- Campo Grande (MS): 3,14%
De forma simples, inflação é o aumento médio dos preços. Quando o IPCA sobe, o dinheiro compra menos.
Em dezembro, seis dos nove grupos pesquisados tiveram alta em Campo Grande, mas dois dos mais importantes para o dia a dia ajudaram a segurar o índice: Alimentação e bebidas e Habitação. O primeiro caiu 0,25%, puxado pela redução de preços de itens como abacaxi, alho, frango e leite. Já Habitação recuou 0,46%, principalmente por causa da queda na conta de energia elétrica residencial.
Por outro lado, alguns vilões continuam bem ativos. O grupo Transportes subiu 0,5% em dezembro e teve o maior impacto individual no índice mensal, influenciado pelo aumento expressivo do transporte por aplicativo e das passagens aéreas. Despesas pessoais, que incluem lazer e serviços, também avançaram 0,52%, mostrando que sair de casa segue mais caro.
O fechamento do ano mostra um cenário contraditório. A inflação em Campo Grande ficou dentro da meta oficial e abaixo da média nacional, o que é positivo. Porém, isso não significa alívio geral. Alguns grupos essenciais, como Saúde e cuidados pessoais e Habitação, acumulam altas acima de 4% no ano, enquanto Despesas pessoais passaram de 5,7%.


