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Economia

Inflação em Campo Grande desacelera, mas segue pesando no bolso

Em dezembro, a variação mensal na Capital foi de 0,17%, menor que a registrada em novembro

Por Gabriel Neris | 09/01/2026 11:20
Inflação em Campo Grande desacelera, mas segue pesando no bolso
Abacaxi disponível para compra em mercado; valor da fruta ajudou a segurar a inflação (Foto: Marcos Maluf)

A inflação em Campo Grande fechou 2025 em 3,14%, abaixo do índice nacional, que terminou o ano em 4,26%. O dado é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), responsável pelo cálculo do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), principal termômetro oficial da inflação no país. Em dezembro, a variação mensal na Capital foi de 0,17%, menor que a registrada em novembro, sinalizando desaceleração no fim do ano.

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A inflação em Campo Grande encerrou 2025 com índice de 3,14%, ficando abaixo da média nacional de 4,26%, conforme dados do IBGE. Em dezembro, a capital registrou variação mensal de 0,17%, menor que a do mês anterior, indicando desaceleração no final do ano. Apesar do cenário positivo em alguns setores, como Alimentação e Habitação, que apresentaram queda nos preços, outros grupos mantiveram tendência de alta. Transportes e Despesas pessoais registraram aumentos significativos, com destaque para o transporte por aplicativo e passagens aéreas. Saúde, cuidados pessoais e Habitação acumularam altas superiores a 4% no ano.

Entre as 16 capitais analisadas, Vitória (ES) registrou a maior inflação do ano, com 4,99%, enquanto Campo Grande (MS) apresentou o menor índice, de 3,14%.

Inflação em 2025 por capital:

  • Vitória (ES): 4,99%
  • Porto Alegre (RS): 4,79%
  • São Paulo (SP): 4,78%
  • Brasília (DF): 4,72%
  • Aracaju (SE): 4,49%
  • Recife (PE): 4,33%
  • Goiânia (GO): 4,12%
  • Fortaleza (CE): 4,06%
  • Belo Horizonte (MG): 3,97%
  • Curitiba (PR): 3,84%
  • Salvador (BA): 3,80%
  • Belém (PA): 3,75%
  • Rio de Janeiro (RJ): 3,45%
  • Rio Branco (AC): 3,27%
  • São Luís (MA): 3,24%
  • Campo Grande (MS): 3,14%

De forma simples, inflação é o aumento médio dos preços. Quando o IPCA sobe, o dinheiro compra menos.

Inflação em Campo Grande desacelera, mas segue pesando no bolso

Em dezembro, seis dos nove grupos pesquisados tiveram alta em Campo Grande, mas dois dos mais importantes para o dia a dia ajudaram a segurar o índice: Alimentação e bebidas e Habitação. O primeiro caiu 0,25%, puxado pela redução de preços de itens como abacaxi, alho, frango e leite. Já Habitação recuou 0,46%, principalmente por causa da queda na conta de energia elétrica residencial.

Por outro lado, alguns vilões continuam bem ativos. O grupo Transportes subiu 0,5% em dezembro e teve o maior impacto individual no índice mensal, influenciado pelo aumento expressivo do transporte por aplicativo e das passagens aéreas. Despesas pessoais, que incluem lazer e serviços, também avançaram 0,52%, mostrando que sair de casa segue mais caro.

O fechamento do ano mostra um cenário contraditório. A inflação em Campo Grande ficou dentro da meta oficial e abaixo da média nacional, o que é positivo. Porém, isso não significa alívio geral. Alguns grupos essenciais, como Saúde e cuidados pessoais e Habitação, acumulam altas acima de 4% no ano, enquanto Despesas pessoais passaram de 5,7%.