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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

04/05/2012 15:11

Inflação aumenta, puxada por gastos com despesas pessoais e alimentos

Nadyenka Castro

Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande vinha apresentando queda nos últimos meses

Preço do leite foi um dos que contribuíram para alta da inflação de abril. (Foto: Adriano Hany/ Arquivo)Preço do leite foi um dos que contribuíram para alta da inflação de abril. (Foto: Adriano Hany/ Arquivo)

Após vários meses em queda, a inflação em Campo Grande em abril ficou em 0,45%. A alta em relação a março foi puxada por gastos com despesas pessoais.

A informação é do IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande), calculado pela Universidade Anhanguera-Uniderp, que é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo.

No mês passado, a inflação ficou em 0,10%. A forte elevação não altera o acumulado em 12 meses, que continua abaixo do centro da meta de inflação estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que é de 4,5%, indicando que a mesma está sob controle. A análise é do coordenador do IPC/CG da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia Souza

“Desta vez, o grupo que mais contribuiu para a elevação da inflação foi o de despesas pessoais, com o aumento dos cigarros, de 25% em média, fazendo com que esse o grupo apresentasse uma inflação de 5,98%, com reflexo de 0,44% no cálculo da inflação de abril. O grupo que vem segurando a inflação, como aconteceu nos meses anteriores, foi o grupo Alimentação, com deflação de (-0,41%). Como o peso desse grupo é bastante alto, essa pequena deflação ajudou a frear a inflação nesse mês”, analisa Celso.

Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação do mês de abril de 2012, em Campo Grande foram: cigarros, acém, sapato masculino, leite pasteurizado, papel higiênico, óleo de soja, ovos, etanol, feijão e paleta.

Já os 10 produtos que mais contribuíram para a queda da inflação foram: batata, pescado fresco, queijo-de-Minas, alcatra, contra-filé, sapato feminino, lingerie, bebidas não alcóolicas, tomate e maracujá.

Detalhes - Dos sete grupos que compõem o IPC, somente o grupo alimentação apresentou deflação (-0,41%) no mês de abril. A queda na inflação reflexo da redução dos preços das frutas e carne suína.

Os demais grupos apresentaram inflações: despesas pessoais 5,98%, saúde 0,42%, transportes 0,26%, vestuário 0,23%, habitação 0,11% e educação 0,04%.

Em abril, o grupo habitação apresentou uma pequena elevação em seu índice de 0,11% em relação ao mês de março, devido, principalmente, ao aumento nos preços de: fogão 3,25%, televisor 2,76% e água sanitária 2,56%. As maiores quedas de preços deste grupo ocorreram com: ventilador (-8,41%), liquidificador (-2,86%) e forno microondas (-2,28%).

Apesar da delação na alimentação, alguns produtos apresentaram aumento de preços: manga 11,53%, uva 7,07%, ovos 5,81% e acém 5,81%.

Houve queda no preço da batata em abril. (Foto: João Garrigó/ Arquivo)Houve queda no preço da batata em abril. (Foto: João Garrigó/ Arquivo)

Por outro lado, alguns produtos tiveram quedas de preços significativas, tais como: chuchu (-22,79%), batata (-13,95%), abobrinha (-13,68%), berinjela (-13,38%), maracujá 9-12,16%) e queijo-de-Minas (10,37%)”, ressaltou o coordenador.

No item carnes, do grupo alimentação, alguns cortes aumentaram e outros baixaram de preços. “As baixas relativas ao mês de abril foram menos acentuadas do que as dos meses anteriores, em que as carnes tiveram baixas acentuadas na maioria dos cortes”, comentou Souza.

Os cortes de carne bovina que baixaram de preços foram: contra-filé (-3,44%), alcatra (-1,87%), cupim (-1,22%) e coxão-mole (-0,61%). Aumentos de preços ocorreram com: acém 5,38%, paleta 3,69%, fígado 3,44% e lagarto 3,08%. Em relação à carne suína, todos os cortes baixaram de preço, como: bisteca (-2,10%), costeleta (-2,08%) e pernil (-1,04%). O frango congelado teve aumento de preço, de 1,40% e miúdos com queda de (-1,96%).

No grupo transportes observou-se pequena inflação de 0,26%, devido aos aumentos de preços de: pneu novo 1,00%, etanol 0,73% e óleo diesel 0,35%. O grupo vestuário também apresentou pequena inflação em seu índice, 0,23%.

Aumentos de preços em produtos desse grupo ocorreram com: sapato masculino 8,33%, calça comprida masculina 0,91% e camisa masculina 0,80%. Ocorreram quedas de preços nos produtos: lingerie (-6,56%), sapato feminino (-6,47%) e saia (-3,00%).

Já o grupo educação apresentou estabilidade nos preços de seus produtos e/ou serviços, com pequena inflação de 0,04%, devido a aumentos de preços em produtos de papelaria, de 0,42%.

Outros produtos com aumentos de preços desse grupo foram: protetor solar 9,39%, revelação fotográfica 7,39% e creme dental 2,10%. Quedas de preços ocorreram com: fio dental (-2,36%), hidratante (-2,21%) e sabonete (-1,64%).

Por fim, o grupo saúde apresentou moderada inflação nos preços de seus produtos e/ou serviços, da ordem de 0,42%. Destacaram-se com aumentos de preços: antimicótico e parasiticida 5,69%, material para curativo 3,16%, analgésico e antitérmico 2,47%. Não houve quedas de preços neste grupo.



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