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Economia

Malha Oeste volta a operar, mas governo ainda quer relicitação

Estudos estão em andamento para acelerar reativação de toda a extensão da ferrovia

Por Adriel Mattos | 03/03/2022 12:04
Ferrovia tem mais de mil quilômetros. (Foto: Ricardo Botelho/Ministério da Infraestrutura)
Ferrovia tem mais de mil quilômetros. (Foto: Ricardo Botelho/Ministério da Infraestrutura)

A ferrovia Malha Oeste, que liga Corumbá a São Paulo, voltou a operar, ainda que forma tímida, após sete anos desativada. Porém, o governo de Mato Grosso do Sul ainda mantém os planos de relicitação.

Segundo a Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), está sendo escoado principalmente minério de ferro na região de Corumbá e ainda sendo trazidos vergalhões de ferro de São Paulo para Mato Grosso do Sul.

“Existe operação da mina da Vale até Porto Esperança; existe outra até Ladário e uma terceira operação que é a ArcellorMittal, que traz vergalhões de ferro de Mairinque (SP) até Mato Grosso do Sul, e ela encontra-se em período operacional. Isso é importante, mas isso não é suficiente”, declarou o secretário Jaime Verruck.

Por isso, ele reforçou que neste momento o Governo do Estado está fazendo estudos para antecipar a relicitação da Malha Oeste.

“Estamos fazendo estudos para a relicitação da Malha Oeste para que uma nova empresa consiga a concessão do trecho. A meta é que a nova concessionária faça a revitalização de dormentes, troca de trilhos, para que se possa escoar minérios, com toda estrutura, além de outros produtos”, destacou.

O secretário ainda relembrou a importância da reativação da malha Oeste para promover o desenvolvimento do Estado. “Queremos promover este grande eixo de desenvolvimento dentro de MS, saindo de Campo Grande até Três Lagoas e até São Paulo”, enfatizou, lembrando que pela ferrovia poderia ainda ser escoada a produção de celulose da fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo.

“Por isso é fundamental que pensemos em todo o desenvolvimento econômico desta região e que a gente avance na revitalização da nossa ferrovia, da Malha Oeste. O Governo do Estado tem focado na estruturação logística e também na reestruturação das ferrovias em MS”, complementou.

Oportunidades – O assessor logístico da Semagro, Lúcio Lagemann, destaca que a Malha Oeste também pode ser requerida por empresas privadas, assim como fará a Suzano, que vai reativar 235 km saindo de Ribas do Rio Pardo a Inocência, para transporte de celulose.

“Este é um corredor importante e através de autorização e mesmo que esteja acontecendo a relicitação ele pode ter trechos requeridos pela iniciativa privada. O modelo usado pela Suzano de autorização pode ser usado em toda a Malha Oeste”, frisa.

Esses investimentos ajudam a reativar a Malha Oeste, que tem mais de mil quilômetros ligando Corumbá (MS) a Mairinque (SP). Isto é possível graças a Medida Provisória 1065/2021, que permite a exploração privada de ferrovias por meio de autorização amplia as possibilidades de reativação da malha ferroviária do Estado.

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