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Campo Grande, Terça-feira, 14 de Agosto de 2018

07/06/2018 16:22

Mesmo com intervenção do BC, dólar dispara e fecha o dia a R$ 3,925

Moeda norte-americana fecha o dia em alta de 2,24% diante da cautela do mercado internacional e de apreensões em relação ao futuro da economia brasileira

Humberto Marques
Moeda chegou a R$ 3,925 nesta quinta-feira; mercado aposta que cotação chegará a R$ 4 antes de outubro. (Foto: Fernanda Carvalho/Fotos Públicas)Moeda chegou a R$ 3,925 nesta quinta-feira; mercado aposta que cotação chegará a R$ 4 antes de outubro. (Foto: Fernanda Carvalho/Fotos Públicas)

A cotação do dólar disparou em relação ao real nesta quinta-feira (7), mesmo diante de uma atuação intensa do Banco Central para tentar conter a alta da moeda norte-americana. A divisa foi influenciada por especulações sobre os rumos políticos e econômicos do país e a resistência do mercado ao risco nos países emergentes.

O dólar encerrou o dia negociado a R$ 3,925, alta de 2,24% em relação ao fechamento anterior. Porém, ao longo do dia, a alta superou os 3%, alcançando R$ 3,968. O pregão do dia provou que a barreira de venda de R$ 4, que havia sido estimada para outubro, pode ocorrer antes.

Na mesma medida, o Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, caiu 3,16%, abaixo dos 74 mil pontos.

O BC interveio no mercado oferecendo até 40 mil novos contratos de swap cambial, equivalentes a vendas futuras de dólares, no total de US$ 2 bilhões. Mais cedo, já havia sido negociado um lote de 15 mil swaps, totalizando US$ 750 milhões; bem como vendido outros contratos de rolagem com vencimento em julho, no total de R$ 2,2 bilhões.

Em meados de maio, quando a alta do dólar começou a ganhar destaque, o Banco Central já havia alertado que poderia realizar atuações no mercado para conter a cotação.

Variantes – Especulações sobre o futuro da economia brasileira aumentam conforme se aproximam as eleições de outubro. Pesquisas de intenção de voto divulgadas até aqui preocupam investidores porque os primeiros colocados não teriam compromisso com ajustes fiscais cobrados pelo mercado.

O cenário acaba influenciado, também,pelas altas de juro nos Estados Unidos, economia mais estável que acaba atraindo investidores até então estabelecidos nos mercados emergentes. Das 31 principais moedas do mundo, 16 perderam valor perante o dólar ao longo do dia.

Outro fator que gera apreensão é o efeito da greve dos caminhoneiros na economia, tanto na queda da produção como no aumento da inflação e, ainda, dos efeitos dos subsídios ao preço do diesel na economia.



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