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Campo Grande, Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019

03/12/2019 13:24

MS terá mais de R$ 2 bilhões de recursos do FCO para o próximo ano

Estado ficará com 24% dos valores destinados aos estados do Centro Oeste no orçamento de 2020

Rosana Siqueira
Representantes do Condel definiram repasses de recursos que serão feitos em 2020 no FCORepresentantes do Condel definiram repasses de recursos que serão feitos em 2020 no FCO

Mato Grosso do Sul terá 24% do total de recursos do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) previstos para a região no próximo ano. Isso equivale a pouco mais de R$ 2 bilhões em recursos para contratação pelos setores rural e empresarial. A programação orçamentária para 2020 foi aprovada na segunda-feira pelo Conselho Deliberativo (Condel) da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

O Estado terá R$ 1,710 bilhão em recursos operacionalizados pelo Banco do Brasil, além de R$ 201,2 milhões que poderão ser financiados por bancos cooperativas (ação que depende de mudança de legislação federal para vigorar) e R$ 100,6 milhões contratados via BRDE.

De acordo com o titular Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), o secretário Jaime Verruck e presidente CEIF/FCO (Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO), o FCO se mantém como a principal fonte de financiamento do desenvolvimento do Estado, com foco no crescimento das Micro e Pequenas Empresas.

“O FCO tem como objetivo reduzir as desigualdades e contribuir para o desenvolvimento dos municípios e estados do Centro-Oeste e em Mato Grosso do Sul tem sido principal agente de financiamento nos últimos anos, com grande participação das pequenas empresas que são parte ativa do desenvolvimento econômico estadual”, destacou o secretário.
Entre as prioridades setoriais estão a contratação para produções que agreguem valor à cadeia alimentícia, integração lavoura-pecuária no rural, investimento em tecnologia, biossegurança e turismo. Já nas prioridades espaciais, estão os municípios localizados na faixa de fronteira e de média renda.

O superintendente de Indústria, Comércio e Serviços da Semagro, Bruno Gouveia, explica que as adequações para 2020 ajudam a manter o nível de operacionalização do FCO. “A partir de agora todas as operações com valor acima de R$ 500 mil terão que passar pelo CEIF, que faz reuniões a cada 15 dias para avaliar os processos que chegam”.

O FCO rural pode ser contratado em duas modalidades, com taxa de juros pré e pós fixada. Apesar da possibilidade, 100% das operações do FCO rural em 2019 foram feitas com taxas pré-fixadas, que variam de 5,21% a 8% ao ano, conforme o porte da empresa e a linha contratada. No empresarial, a taxa de juros é pós-fixada.

Os recursos do FCO são administrados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e concedidos por meio do Banco do Brasil, aquecendo a economia, gerando emprego e renda na região. Possibilitam o financiamento de projetos para abertura do próprio negócio, investimentos para expansão das atividades, aquisição de estoque e até para custeio de gastos gerais relacionados à administração – aluguel, folha de pagamento, despesas com água, energia e telefone.

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