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Campo Grande, Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2019

31/01/2019 22:29

No vermelho, Heringer fecha unidades e 60 funcionários de MS são demitidos

Trabalhadores de pelo menos dez instalações pelo Brasil podem ter sido demitidos

Adriano Fernandes e Helio de Freitas
Funcionários da unidade da empresa em Paranaguá, no litoral do estado do Paraná. (Foto: Reprodução/AgoraLitoral) Funcionários da unidade da empresa em Paranaguá, no litoral do estado do Paraná. (Foto: Reprodução/AgoraLitoral)

A empresa brasileira de Fertilizantes Heringer, anunciou nesta quinta-feira (31) o fechamento de várias de suas fábricas e centros de distribuição no país, incluindo sua unidade em Dourados, a 233 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem pelo menos 60 funcionários que trabalharam na instalação da empresa, que fica à margem da BR-163, na saída para Caarapó, perderam os seus empregos. 

Informações extraoficiais revelam que a unidade já não funcionou nesta quinta-feira (31). Os fechamentos fazem parte de um plano de "reestruturação" para lidar com dívidas elevadas da empresa, conforme disseram duas fontes à Reuters. 

A Heringer, uma das maiores empresas do mercado brasileiro de fertilizantes, teria enviado uma mensagem, hoje, aos trabalhadores de pelo menos dez instalações, incluindo fábricas e escritórios regionais, avisando que enfrentariam o fechamento, segundo mensagem recebida pela Reuters.

Os funcionários nessas unidades, logicamente, seriam demitidos. Só em unidade na cidade de Paranaguá, PR, foram demitidos 200 funcionários. A Heringer possui cerca de 3.000 empregados por todo o país. Não foi divulgado quantos perderiam seus empregos. 

Na mensagem, o presidente-executivo Dalton Carlos Heringer disse que a reestruturação se tornou necessária depois que alguns credores obtiveram uma decisão judicial favorável, permitindo que eles congelassem contas bancárias para garantir o pagamento da dívida. A assessoria de imprensa da Heringer não confirmou a informação.

No vermelho - A Heringer tinha 2,9 bilhões de reais em dívidas até o final do terceiro trimestre, de acordo com seu release de resultados. Antes dos fechamentos, a Heringer contava com 16 fábricas que produzem fertilizantes a partir de materiais importados e uma planta de ácido sulfúrico, além de escritórios regionais nas áreas agrícolas mais importantes do Brasil, como o Centro-Oeste e a região do Matopiba.

A empresa tem capacidade para movimentar 6,2 milhões de toneladas de fertilizantes por ano, utilizados em diversos tipos de culturas, incluindo soja, milho, algodão, café e cana-de-açúcar.
As ações da Heringer perderam cerca de 5 por cento nesta quinta-feira.

Renuncias - Em nota ao mercado nesta quinta-feira (31), a empresa afirmou que Rodrigo Rezende e Pedro Augusto Ferreira, respectivamente diretor financeiro e de Suprimentos e Logística, apresentaram pedidos de renúncia aos cargos.

O presidente da empresa, Dalton Carlos Heringer, vai acumular interinamente a diretoria financeira. Alfredo Fardin irá assumir a logística. O comunicado não fazia referência à reestruturação ou ao fechamento de unidades.

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