Oferta reduzida eleva custo de frutas na Ceasa, com alta de mamão e manga
Avanço das colheitas derruba preços de hortaliças como abobrinha, batata e tomate
Nos últimos dias, o boletim semanal da Ceasa/MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) registrou aumento nos preços de frutas como mamão Havaí, manga Palmer, melancia e tangerina. No mesmo período, hortaliças como abobrinha verde, quiabo, batata inglesa, tomate longa vida e cebola nacional ficaram mais baratas, conforme os preços divulgados pela central.
RESUMO
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O boletim semanal da Ceasa/MS registrou alta nos preços de frutas como mamão Havaí (13,64%), manga Palmer (13,36%), tangerina (10%) e melancia (5,71%), impulsionadas pela redução da oferta nas regiões produtoras. Em contrapartida, hortaliças como abobrinha verde (14,29%), quiabo (11,08%), batata inglesa (8,7%), tomate longa vida (8,33%) e cebola nacional (5,26%) ficaram mais baratas devido ao aumento da oferta e à menor demanda.
O mamão Havaí teve a maior valorização entre os produtos acompanhados. A caixa de 10 quilos passou de R$ 95 para R$ 110, alta de 13,64%. Segundo a Ceasa, o aumento foi provocado pela redução da oferta nas principais regiões produtoras, especialmente no Espírito Santo, onde as baixas temperaturas diminuíram o desenvolvimento dos frutos e reduziram a disponibilidade de mamões de maior calibre.
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A manga Palmer também registrou forte alta. A caixa de seis quilos passou de R$ 65 para R$ 75, avanço de 13,36%. A oferta segue restrita no Semiárido nordestino, principalmente em Livramento de Nossa Senhora (BA), o que mantém os preços elevados para frutas de melhor qualidade.
A tangerina teve aumento de 10%, com a caixa de 18 quilos passando de R$ 45 para R$ 50. Já a melancia subiu 5,71% e passou a ser comercializada a R$ 3,50 o quilo. No caso da tangerina, a alta é atribuída ao encerramento da safra das principais variedades. Já a melancia sofreu impacto da menor oferta em Goiás, principal fornecedor nesta época do ano, após perdas provocadas por viroses nas lavouras.
Entre as quedas, a abobrinha verde apresentou a maior redução. A caixa de 20 quilos caiu de R$ 160 para R$ 140, retração de 14,29%. De acordo com a Ceasa, o aumento da oferta, aliado ao consumo mais lento, pressionou os preços.
O quiabo também teve recuo expressivo, de 11,08%, com a caixa de 18 quilos passando de R$ 200 para R$ 180, reflexo da entrada de produtos de outros estados no mercado sul-mato-grossense.
A batata inglesa ficou 8,7% mais barata, com o saco de 50 quilos passando de R$ 250 para R$ 230. O avanço das colheitas, a melhora da produtividade e a redução da demanda durante o período de férias escolares contribuíram para a queda.
Também recuaram os preços do tomate longa vida, que caiu 8,33%, de R$ 130 para R$ 120 a caixa de 25 quilos, e da cebola nacional, que passou de R$ 100 para R$ 95 o saco de 20 quilos, redução de 5,26%. Segundo a Ceasa, o avanço da safra de inverno favoreceu a oferta de tomate, enquanto a maior disponibilidade de cebola em Goiás e Minas Gerais pressionou as cotações para baixo.
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