Acusado de matar subtenente pioneira da PM dá sua versão pela 1ª vez
Após defesa sustentar que Marlene tirou a própria vida, Gilberto será ouvido nesta tarde
Mais de três meses após a morte da subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, o homem acusado pelo crime falará pela primeira vez à Justiça. Gilberto Jarson será ouvido na tarde desta segunda-feira (13), durante nova audiência do processo que apura a morte da policial.
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Gilberto Jarson, acusado pela morte da subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, será ouvido pela primeira vez pela Justiça nesta segunda-feira (13). A defesa sustenta que a policial teria tirado a própria vida, alegando depressão. A Polícia Civil, porém, prendeu o acusado após ele apresentar versões contraditórias sobre o ocorrido. Marlene era considerada pioneira da PM feminina em Mato Grosso do Sul.
Esta será a segunda audiência do caso, mas a primeira em que o acusado terá a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos. Também deve ser ouvida uma testemunha de defesa. Uma segunda pessoa indicada pelos advogados não foi encontrada para ser intimada e acabou ficando fora da sessão.
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A expectativa é grande porque, desde o início da investigação, Gilberto sustenta que Marlene teria tirado a própria vida. A tese foi reforçada pela defesa na audiência realizada em junho, quando sete testemunhas prestaram depoimento, entre elas familiares, amigos da policial e a delegada responsável pela investigação.
Na ocasião, o advogado Jeferson Soares afirmou ao Campo Grande News que o cliente relata ter tentado impedir o disparo e retirar a arma das mãos da companheira. Segundo a defesa, Marlene enfrentava problemas de depressão e fazia uso de medicamentos controlados.
A investigação da Polícia Civil, porém, seguiu outro caminho. Gilberto acabou preso após apresentar versões diferentes sobre o que aconteceu dentro da residência do casal, no Conjunto Habitacional Estrela d'Alva.
O caso provocou comoção dentro e fora da corporação. Marlene era considerada uma das pioneiras da Polícia Militar feminina em Mato Grosso do Sul. Ela ingressou na PM em 1988, integrando a terceira turma de mulheres da instituição, e construiu uma trajetória de quase quatro décadas na segurança pública.
Encontrada morta de farda dentro de casa, a subtenente recebeu homenagens de colegas, amigos e familiares, que destacaram sua dedicação à carreira e o papel que teve na abertura de espaço para mulheres na corporação.
A reportagem acompanha a audiência desta tarde e trará atualizações sobre o depoimento do acusado.
A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciada.
Procure ajuda – Em Campo Grande, o GAV (Grupo Amor Vida) presta apoio emocional gratuito a pessoas em crise pelo número 0800 750 5554. Também é possível buscar atendimento no Núcleo de Saúde Mental ou no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), ou pelo telefone e 188 do CVV (Centro de Valorização da Vida). Em situações emergenciais, os números 190 da PM (Polícia Militar) e 193 do Corpo de Bombeiros podem ser acionados.
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