Polícia conclui inquérito, mas ainda procura 5º envolvido em morte no Inferninho
Polícia Civil indiciou todos os autores pelo crime de homicídio qualificado contra Guilherme Carlos Canozi
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul encerrou o inquérito sobre o assassinato de Guilherme Carlos Canozi, de 29 anos, e indiciou todos os autores pelo crime de homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima. Embora o caso esteja formalmente concluído pela DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa), a polícia continua as buscas para localizar o quinto envolvido no crime, identificado como Joaquim Barbosa de Lima, conhecido como Juninho, que teve a ordem de prisão expedida e permanece foragido.
RESUMO
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O corpo de Guilherme foi encontrado no dia 22 de março deste ano na região da Cachoeira do Inferninho, na saída para Rochedo, em Campo Grande. Um grupo de seis pessoas que se preparava para praticar rapel no local avistou a vítima, que apresentava sinais de violência e não portava documentos de identificação, mas utilizava uma tornozeleira eletrônica.
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A identificação inicial foi realizada por meio de exame necropapiloscópico pelo Imol (Instituto Médico Odontológico Legal), o que permitiu aos investigadores acessar o histórico de monitoramento do equipamento e reconstruir os últimos passos da vítima.
A apuração da delegacia especializada foi dividida em duas fases operacionais. Na primeira etapa, ocorrida no dia 4 de maio, os policiais prenderam temporariamente Thiago Souza Xavier, de 22 anos, apontado como o dono do veículo utilizado no suporte logístico do homicídio, e Fabrizio Duarte Chaves, de 45 anos, proprietário da residência onde a vítima permaneceu em cárcere na noite anterior ao crime. Ambos os mandados foram cumpridos e os investigados continuam detidos.
A segunda fase da operação foi deflagrada no dia 15 de maio com o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisão contra Geiziane dos Santos Fernando, de 28 anos, e Wilton Cesar Barbosa Lima, de 50 anos. De acordo com as investigações da delegacia de homicídios, os dois foram os responsáveis por transportar Guilherme até o local onde ocorreu a execução.
A Polícia Civil identificou indícios de que o homicídio esteja relacionado à atuação de organização criminosa, uma vez que parte dos indiciados possui vinculação com uma facção que atua em Mato Grosso do Sul. Como os policiais não descartam a possibilidade de que a morte tenha sido ordenada por terceiros, as investigações correlatas seguem em segredo de justiça.
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